Em Cuiabá, na corrida contra o tempo
# Estamos há poucos mais de três meses de distância para o fim de mais um ano. Setembro chegou, e como já intui anteriormente, apressado e ofegante. Dias agitadíssimos estão chegando, e resta-nos encher os pulmões e se preparar para mais uma maratona frenética de produções que agitarão a vida de todos os cubistas e foras do eixo nesta reta final de 2009. Vamos aos fatos:
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# Como já contei em outros posts, o Calango está chegando, e o ritmo de produção aos poucos começa a apertar. A pré-produção já está em pleno andamento, e as planilhas e arquivos começam aos poucos a ilustrar o universo do http://calangotec.blogspot.com. Negócios e os últimos acertos comerciais; montagem/atualização de cronograma de execução; correria para o cumprimento de deadlines e tudo mais que uma empreitada como essa tem direito… com um detalhe importantíssimo: este ano foi marcado pela circulação intensa dos cubistas, o que representará uma pré ainda mais apertada (!) Esperem e verão!
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# Enquanto isso estamos quase de malas prontas para o Congresso Fora do Eixo – que acontecerá entre os dias 21 e 27 de setembro em Rio Branco. Esta é a segunda edição do COFE, a primeira rolou ano passado aqui em Cuiabá durante o Calango 2008, e reuniu uma galera bacaníssima hoje em franca atividade nos coletivos de todo o Brasil. Nós cubistas mal conseguimos colocar os narizes para fora de nossas posições estratégicas, embora todos estivessem entusiasmadíssimos para tal. O bacana é que para compensar este ano nos deslocaremos todos para RB, onde poderemos nos concentrar nos debates, reflexões e planos para 2009/2010. Sem dúvida depois de lá nossas agendas se abarrotarão ainda mais de atividades!

Foto histórica: galera reunida no I Congresso Fora do Eixo, ano passado, em Cuiabá
# Antes disso, no entanto, passarei pelo Festival Vaca Amarela, principal projeto na agenda da Fósforo Cultural, coletivo fora do eixo e um dos núcleos produtivos mais importantes da cena musical independente goiaba, onde dividirei mesa com 0 com o MMrecords Lariú, também convidado para o debate da mesa de comunicação (Confiram a programação aqui: http://fosforocultural.com.br/) e também pelo Porão do Rock – que sediará uma conferência livre de cultura, bem como uma reunião importantíssima da Rede Música Brasil, e que cada dia que passa angaria mais militantes na bandeira em prol da música.
# Falando em conferência livre, e conforme já divulgado pela Cubanna, fomos convidados pela MINC para sermos facilitadores do processo da Conferência Nacional de Cultura em Cuiabá, o que envolverá um processo amplo de mediação das conferências municipais, interdistritais e estadual, sem contar as conferências livres. Estamos já inclusive elaborando estratégias para circular cidades do interior com vistas a acompanhar de perto as articulações. Vai ser um momento importante de debate com as lideranças dos mais diversos segmentos, e um puta espaço de troca de tecnologia e aperfeiçoamento de nossas tecnologias de gestão. Estamos entusiasmadíssimos com a proposta.

eu e a Lê (canto esquerdo) durante o encontro promovido pelo MINC com vistas a promover o treinamento dos facilitadores.
# Outra conferência temos começado a nos inteirar é a Nacional de Comunicação. A Dríade está acompanhando de perto as reuniões que vem se dando na UFMT todas as quartas, a partir das 18h. E com os relatórios, estamos armando estratégias para aos poucos dedicarmos mais na mobilização de forças para a ação. Mais informações podem ser acessadas a partir do blog do Cubo – http://espacocubo.org.br!
# E para antes do programa estamos correndo ainda para finalizar nossa participação na coletânea Fora do Eixo que a Discos FDE está capitaneando; sem contar o Relatório Fora do Eixo 2009/2010 que vai apresentar um mapa da movimentação FE neste ano
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# Tanta água já passou de baixo da ponte 2009, e pelo visto ainda há muito que vir. Enquanto isso faço uma pausa para o café sob som de um tango argentino, e pensando um queijo quente que daqui a pouco estou prestes a fazer.
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Abraço apertado e fui!
Pés firmes na terrinha
SAUDOSOS, cá estou eu novamente frente a frente com a página em branco do wordpress que acolhe meus pensamentos, reflexões, lamentos (porque nã0?!), e outras idiossincrasias de uma cabeça amontoada de bolinhas de gude numa referência ao temperamento lúdico que habita minha memória e o lado direito de meu cérebro.
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Há três semanas saí da imersão absoluta e voltei às ruas ensolaradas da terrinha. Desta vez já em plena pré-produção do Festival Calango 2009, que conforme fora anunciado pelo nosso twitter, já tem datas oficiais, repito aqui, dias 30, 31 de outubro e 01 de novembro. Aí conto mais aqui:
1- Além da mudança de datas, esse ano o Calango trará mais uma novidade. Em um formato inédito, terá seu último dia – o domingo – sendo realizado em pleno espaço público, absolutamente free e com uma atração pra lá de especial. Aguardem e confiram!

2- Conforme disse acima, estamos já em pleno processo de pré, operando oportunamente o comercial do festival focado claro, no nosso sitema de crédito Cubo card. Para o Negócios ao Cubo essa é uma oportunidade ímpar de incluirmos mais empresas no sistema, aumentando, consequentemente, o lastro da nossa moeda complementar (!!!) e os sorrisos de nossos agentes integrados :]
3- O resultado é que mais empresas estão abraçando a proposta: já temos um restaurante, uma papelaria, duas lojas de roupas e estamos negociando mais novidades que se rolarem vão deixar os agentes integrados loucos para gastar. capiche?!
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* Quanto ao Fora do Eixo, há novidades deliciosas em franca operação. A exemplo, esta semana estamos realizando o primeiro Observatório Fora do Eixo, com uma programação intensiva de conferências sobre o tema “Economia Solidária”. A programação está sendo toda realizada via rádio Fora do Eixo. Desta vez, a novidade é que além do audio, temos debatido o tema no chat preparado pela equipe Massa Coletiva exclusivamente para a ação. Saca só: http://salaobservatorioforadoeixo.blogspot.com.

Arte by Laura Lumo
* Além do Observatório, outra ação, desta vez no campo da distribuição, que vem mobilizando a rede é a coletânea Fora do Eixo, que contará com mais de vinte títulos a ser lançada em versão luxo pelo Programa Fora do Eixo Discos 2009. Somado a isso já lançamos nesses últimos dois meses o Edital Fora do Eixo de Circulação e a agência de bandas… Em breve trago mais novidades sobre o tema.
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Pra encerrar, deixo um pensamento íntimo, escrito certa vez por mim,em outra página virtual. Eis aí:
“Pego-me sempre entretida com as pandogas que ilustram o céu ao lado de meu teto
Voam alto as meninas. Um vôo rasante, gostoso, mas pretensiosamente permitido
Fazem-me chorar sempre, de tristeza, ao vê-las guiadas por Gepeto
Com cabelos ao vento e pouso datado
Um destino talhado feito uma estatueta
Para alguns, eis algo
Para mim, uma estatueta
Belo, mas triste, disse certa vez um amigo
Sim, belo, mas triste”.
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beijos na bochecha e
fui!
Incubada em Cuiabá
Eu e Ms Demosul (filha do Marcelo Domingues), em passagem por Londrina em 2007
De Boa Vista pra cá; de cá pra Goiânia; de Goiânia de volta.
Pés firmes em Cuiabá, e imersa em elaborações / execução de projetos eis que o ano já badala ares de fim de junho, e julho já esboça um sorriso maroto como alguém que prenuncia os dias que virão por aí. Em síntese, o Calango foi pra outubro, antes dele ainda temos Jambolada; Varadouro; Congresso Fora do Eixo; demandas internas do Cubo; CFE; Abrafin; Conferência Nacional da Música; etc etc etc, paralelo, claro, a pré-produção do mesmo. dique?
Enquanto isso, a atual conjuntura é de absoluta imersão: planejamento; execução; elaboração de projetos; mais etc etc etc. Domingo à domingo; semana atrás de semana, os olhos permanecem ávidos em frente ao monitor.
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No ínterim disso tudo, tento escrever uma poesia diferente a que tenho feito com minhas planilhas.
Mas …
minha cabeça só é algebra.
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Eis por hora, chicos!
Nos vemos na próxima esquina.*
De Roraima à Cuiabá; de Cuiabá à Goiânia
* De Roraima para Cuiabá; de Cuiabá para Goiânia. Há um punhado de dias que separam uma e outra (sim, eu sei queridos leitores), e consequentemente, o último post deste que aqui escrevo agora. No entanto, os dias em Cuiabá foram de horas escassas, abastada como atividades que iam desde a rearticulação dos trabalhos do Negócios e encaminhamentos gerais do Cubo, Fora do Eixo e Abrafin, até a finalização da pré-produção do casamento da minha amada irmã Marcelle, casada no último dia 16. .

Imagem ilustrativa
* Na quarta-feira, dia 20, com malas prontas novamente e lado a lado dessa vez por Alfa Canhetti, o rumo seria Goiânia, onde chegaríamos às 10h da quinta-feira, quinze horas depois de um breve trajeto de bus. Na chegada, fomos recebidas por Pablo Capilé, do Espaço Cubo/Circuito Fora do Eixo/Abrafin acompanhado por Fabrício Nobre, da Monstro/Abrafin/MQN. Ambos se preparavam para mais uma reunião que teriam com desta vez na sede da Monstro com Talles Lopes (Goma/ CFE/Abrafin); Claudão Pilha (A Obra/Abrafin/Casas) e ainda outros parceiros. Todos, claro, na pilha e em plena articulação.
* Quanto a mim, minha agenda oficial começaria às 17h, com a palestra capitaneada pela banda Black Drawing Chalks e também pela produtora do festival Pop Montreal. No dia seguinte, foi a vez da palestra de Mídias Independentes, que ministrei com a participação do Ney Hugo. Na sexta à noite, o Bananada inauguraria sua ediçãode 2009, com uma programação que duraria até o domingo. Shows ótimos pela diversidade (adoro!) e acústica do Martim Cererê (que dispensa apresentações); produção modesta (no comparativo com o irmão Goiânia Noise), porém não menos caprichada; e transmissão bombada da web rádio Abrafin (confiram um pouco da repercussão), que chega a sexta edição do programa de transmissões.

Rádio realizada em parceria com o Circuito Fora do Eixo
* Além do festival, uma fato importantíssimo articulado neste fim-de-semana em Goiânia foi a fundação da Rede Fora do Eixo Goiás (prevista para operar nos moldes da Fora do Eixo Minas e Fora do Eixo SP) – um passo importante para uma ampliação ainda maior dos micro-circuitos nacionais, que impulsionarão/garantirão cada vez mais espaços para a circulação dos agentes produtivos atuantes no setor da música independente, e consequentemente, de uma estruturação ainda maior da cadeia produtiva do setor como um todo. Já existe inclusive uma data de lançamento oficial da FE/GO. Previsão: dia 18 de julho. Aguardem!
* Com essa articulação, este será o terceiro estado com um circuito próprio, com uma regional fora do eixo. Um status justo tendo em vista o histórico da prestação de serviço dos goianos para a música independente nacional. Além da Fósforo Cultural e do IGC (Goiaba Rock) – pontos fora do eixo já instituídos – ingressaram no catálogo da rede goiana a Monstro Discos; o Coletivo Pequi (Anápolis-GO); além de outros grupos produtivos de Piracanjuba (GO), Brasília (DF) e outros possíveis municípios ainda em haver.

Parte de Goiânia vista de cima
* Falando em Monstro Discos, os parceiros abrafínicos, finalmente ingressaram no Circuito Fora do Eixo, via rede Fora do Eixo Goiás . O bacana é que se aproximam com uma tecnologia amplamente desenvolvida, engendrada ao longo de seus tantos anos de atuação; a expectativa é que, se focados no esquema colaborativo, tendem a contribuir e muito com a formação de novos agentes, bem como a ampliação da rede para além do território brasileiro. Esperamos ve-los investindo firme no desenvolvimento da rede Goiás, numa parceria bacana com os guerreiros da Fósforo, IGC e demais parceiros recém chegados. Aliás, boas vindas a todos!
* Além do tema rede goiana, outro debate que rolou bacana com os Monstros, foi o lançamento de um projeto ainda sem nome, focado no setor de distruição e que terá como meta estimular a profissionalização dos pontos de distribuição do CFE, visando a formação de uma rede com capilaridade suficiente para fazer os produtos escoarem nos mais diversos rincões desse Brasil. A proposta do projeto ainda está sendo formatada, e em breve trago mais detalhes sobre ela.
* Paralelo aos debates, eu e Canhetti fizemos uma maratona de compras de produtos para a loja da Cubo Discos. Resultado: estamos voltando para Hell City com uma pá de novidades, que vão desde cd`s à camisetas, bolsas e demais acessórios. Os usuários do Cubo Card vão adorar!
* Aproveitando as compras, trocamos muitas idéias com os expositores do festival, monstrando o potencial que o circuito tem no que tange ao escoamento de produtos… sem dúvida, muitas novidades virão neste setor.
* E antes de ir-me, vale lembrar que dia 31 encerram as inscrições para o Programa de Intercâmbio Cultural capitaneado pelo Minc. Vale a pena conferir mais informações.
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* Depois destes dias em terras goianas, amanhã às 11h seguimos para Cuiabá, onde ficarei por quase três semanas. De lá conto mais novidades.*
Boa Vista em Roraima

Boa (Bela) Vista. Visão panorâmica
* O Brasil é um país de proporções continentais! Claro que afirmar isso é como “chover no molhado”, mas quando se está aqui na ponta do Caburaí (nunca mais falo Oiapoque!), é difícil não refletir a questão…
** Boa Vista é uma cidade agradabílissima, horizontal (vi só uns três prédios altos na cidade), jovem (a cidade não tem nem dois séculos de história urbana), de pouco mais de 250 mil habitantes e com um orla capitaneada pelo Rio Branco que dá gosto de ver. A cidade faz fronteira com países da América do Sul como Venezuela e Guiana, além dos estados brasileiros Amazonas e Pará (desconsiderem a Colômbia, minha gente. ver mapa). Dizem por aqui que é mais fácil passar férias no Caribe, que encarar uma viagem pro sul do país. Eu acredito fácil nisso!
*** Quanto ao mercado da música independente, os trabalhos por aqui estão apenas começando, no entanto o solo é fértil e o trabalho está em franco desenvolvimento. Sobre a questão, a mais que se dizer:
1) A banda Mr Jungle foi o dispositivo que deu o pontapé na história da recente movimentação que vem se engendrando por essas terras. O líder da banda, Manoel VilasBoas (foto abaixo) depois de circular por festivais como Beradeiros, Grito Rock Cuiabá e Calango, Varadouro, entre outros, viu que por aqui dava pra “fazer a coisa acontecer”.
Arregaçou as mangas, mobilizou pessoas e criou o Coletivo TomaRRock, responsável pela realização do GR Boa Vista, do Festival Tomarrock, e de outra pá de projetos e eventos que realizam mensalmente. Hoje o Tomarrock vive nova fase de estruturação já que vem refletindo sobre os próprios métodos e primando pela profissionalização cada vez maior de suas ações. Sem dúvida, muitíssimo em breve, todo o Brasil ouvirá mais a respeito do coletivo romairense;
2) Outra provocação que temos feito é quando a dedicação exclusiva ao Tomarrock. Hoje praticamente nenhum dos membros se dedicam exclusivamente a movimentação Tomarrockiana, o que dificulda o desenvolvimento de tecnologia própria, avanço dos projetos em rítmo mais célere e contato mais dinâmico com a rede do Fora do Eixo. Esperamos que muitíssimo em breve eles possam desenrolar esse lado por aqui;
3) Apesar da falta de exclusividade, nesse um ano e meio de ações o TomaRRock começa a colher bons frutos. O Sesc, o Sebrae, entre outros órgãos públicos de RR começaram a se aproximar, e sem dúvida, em muitíssimo pouco tempo começarão a investir nas ações do mesmo por aqui. O Sesc, aliás (corrijam-me roraimenses, caso esteja errada), já os convidou para capitanear a produção do próximo festival que realizam todo o ano, um dos principais na agenda do independente de RR. Na próxima edição do Festival do Sesc, planejam trazer bandas como Macaco ou Móveis Coloniais de Acajú. Um luxo!.
4) Circuito próximo por aqui é o de Manaus - rota para bandas interessadas em todas por esses lados de cá. A capital de AM tem um aporte populacional que ultrapassa os dois milhões de habitantes e apesar do gingantismo, e do PIB (segundo consta o quinto maior do país), Roraima não perde muito para a movimentação amazonense, que até pouco tempo via na Tum Tum uma das principais responsáveis pela movimentação da cena de lá. Com a ausência do Paulo Lins do front (hoje ele é executivo da LG), agora as expectativas estão todas lançadas para o Coletivo Cuia Rasa, que contará demais (podem apostar) com a força dos tomarrocks para o estímulo das ações por lá. Eu aposto minhas fichas nisso.
5) Outra ação que os tomarrockianos comentaram que planejam capitanear no ano que vem é uma edição do Grito Rock Venezuela… um aperitivo para as futuras conexões que o roraimenses poderão estabelecer com o circuito hermano, o que (creio eu) para as demais regiões do país servirá como puta estímulo de circulação pros lados de cá;
**** Além da semana em Roraima, as atividades na net (única coisa a desejar na cidade pela velocidade a manivela) continuam intensas como sempre. Essa semana lançamos o debate junto a algumas mulheres fora do eixo sobre a organização de uma rede feminina que atue de maneira sistêmica na rede. Na conta, há protagonistas dos mais diversos estados: Eu, Lenza, Alfa e Dríade (Cubo); Karla e Kaline (Catraia); Sarah, Carol e Maithe (Massa); Laura e Mayara (Lumo); Biba (Goma); Bruna (Raio q U Parta); entre muitas outras.
****** A proposta é – a priori – é reunir todas num fórum de debate com vistas a debater ações de sistematização da rede, planejamento de parcerias e ações com vistas a estabelecimento de políticas de gênero, e também o fortalecimento político dessas que são as principais (e digo sem medo de errar) responsáveis pela sistematização das ações dos coletivos e da rede como um todo. Capiche?
****** Outra novidade é que essa semana fechei com o Bananada a realização da oficna de Mídias Independentes lá em Goiânia. Essa será uma oportunidade bacana de estabelecer o debate com os fazedores de mídia independente daquela cidade, e também estimular os agentes já inseridos no Circuito Fora do Eixo que atuam por lá… Trago mais informações a respeito em breve.

******** Neste domingo volto finalmente a Cuiabá para passar uns quinze dias por lá. O período será valioso para colocar em dia as atividades do Negócios ao Cubo em dia, além claro, de outros projetos do Fora do Eixo, Abrafin, entre outros. Imersão total nos recôndidos cubistas à vista!
********** Hoje vai rolar a tarde uma reunião para a articulação do Fórum Permanente de Cultura de Roraima. O Estado não possui ainda um fórum do setor organizado, tampouco uma secretaria de cultura de Estado ou do Município… ou seja, este será um passo importante para eles e o bacana é que estamos aqui para presenciar isso!
** Vou começar a me arrumar para não me atrasar ao encontro… Nos vemos mais tarde por aqui!
De Cuiabá para Boa Vista
* Os dias em Cuiabá passaram voando. Mal chegamos na cidade, e a segunda dava olá e anunciava o retorno a estrada. Na sede as coisas urgem, e o tempo ganha nova dimensão, impressionante isso. Deu pra matar um pouco a saudade do calor e se refazer para mais uma semana fora. O destino agora é Roraima, mais especificamente Boa Vista – de onde teclo agora.
* Não deu tempo ainda pra conhecer a cidade, tampouco para encontrar os parceiros TomaRRocks, a quem nos dedicaremos nos próximos dias. Pararelo a isso Pablo Capilé ministrará palestra no programa Itaú Cultural, que promoverá palestras e debates nos próximos três dias por aqui. Em síntese, com essas atividades a agenda por aqui prevê manhã e tarde de palestras e seminários, e noite de oficina do Programa Cubo Tec, focando os agentes produtivos daqui.
* Passei pra falar olá, e dependendo de como for, amanhã trago mais novidades.*
Cuiabá, aqui vamos nós!
* Bom dia! São quase seis da manhã. Depois de dezenas de dias de distância da sede, eis que em algumas horas estaremos pisando no saudoso solo hell cityano de novo.Nosso vôo de Recife sai ao meio dia, mas às dez estaremos deixando o hotel.
* Aqui terminamos a segunda etapa do projeto de circulação 2009. Daqui o avião faz conexão em Brasília, onde desembarca a Lê (ver em cubanna.wordpress.com). Na capital chegaremos às15h, e na sequencia rumaremos eu e Pablo à Cuiabá,onde permaneceremos por cinco dias. No dia 06, de bagagens prontas de novo, o destino será Roraima.
* No fim da segunda etapa os balanços são hiper positivos. Deixamos bem encaminhado o PIMB junto as comunidades de Santo Amaro e Alto Zé do Pinho; levantamos prognósticos animadores à respeito da atuaçao do Lumo (PE) como coletivo; ainda levantamos dados; aprimoramos novos projetos; fora as conversas, papos, informações que trocamos pelo longo do caminho de tanto estados que percorremos.
Saldo Etapa 02 / Preliminar 01:
* Estímulo a formação da Rede Ceará da Música;
* Investimento na formação do Lumoeda;
* Início ao projeto de constituição de dois novos bancos populares e/ou moedas complementares na cidade de Recife;
* Estímulo ao estreitamento das relações do Fora do Eixo Nordeste;
* Fortalecimento da relação institucional da rede Fora do Eixo com o poder público em instância federal, e no estado de Pernambuco;
* Estreitamento das relações entre o Fora do Eixo e a Abrafin;
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* Tô com uma fome danada, por isso não me prolongarei mais.
** Amanhã conto mais coisas, desta vez direto de Cuiabá.
Quando os prós se agigantam

Saudosa
* Pois bem, faltando cinco dias apenas para o retorno à sede cubista, eis me aqui mais uma vez uma vez escrevendo de terras recifenses, acomodada no mesmo Hotel Cult de outrora, apto 225, contando novidades de aqui e de acolá. Simbora aos fatos:
1- Hoje encerramos (praticamente) a primeira etapa do projeto de Implementação de Moedas Complementares e bancos populares tão comentado nos últimos dias. Reuniãos atrás de reuniãos com as lideranças das comunidades de São Amaro, Alto Zé do Pinho, representantes da Fundarpe e agitadores culturais do Coletivo Lumo, e eis aqui alguns dos encaminhamentos: a) será iniciado já em breve o mapeamento da malha comercial de Santo Amaro; 2) corrida em prol da abertura da sede da ong AltoFalante em Alto Zé do Pinho como primeiro passo para a constituição do lastro da moeda deles. Mais informações no www.cubanna.wordpress.com.
2- Na próxima segunda teremos uma reunião com a presidente Luciana Azevedo e após isso trazemos mais novidades a todos.
3- Além das atividades já citadas, o momento está propício para a revisão de alguns projetos que ficaram temporariamente engavetados. Na volta à Cuiabá teremos muito a fazer, e melhor, com ânimos absolutamente renovados.
4- Chegamos em Cuiabá na próxima quarta, dia 29. Já contando os minutos…
Além dos tópicos comentados, breve comentário sobre as atividades em andamento:
* Tá rolando neste fim-de-semana Tendencies Rock Festival e junto dele a transmissão do festival via rádio Abrafin. Desta vez, contatamos um grupo de comunicadores independentes que atuam na cidade – a galera do Nausearréia. Confira o resultado da parceria no www.abrafin.org.
* Sobre as parceria há que se dizer que trabalhar com uma equipe a distância é sempre um desafio, apesar da tarefa ser sempre deleitosa em virtude da troca que se estabelece entre as pontas. Aos interessados, o esquema de produção geralmente se dá assim: acionamos alguma banda ou produtor parceiro para convidá-lo a compor o projeto, e caso não tenha interesse, pedimos que nos indique algum possível parceiro… daí vamos acionando e mostrando a potencialidade do projeto, e depois disso, pronto, fechamos o contato e trabalhamos a qualificação do ponto.
Possíveis problemas do método:
1- Falta de qualificação técnica para gestão do equipamento de transmissão – que procuramos remediar com a parceria com o técnico do PA ou algum técnico de sonorização que faça parte da equipe do festival;
2- Falta de comprometimento com a transmissão durante sua execução, já que tem shows que é foda não assistir de perto;
3- Falta de experiência de locução – problema que dificilmente pega, mas que procuramos remediar com um conselho gestor que acompanha as transmissões via Messenger (santos Ney Hugo e Felipe).
* Na soma final, os aspectos positivos são sempre sobressalentes, tendo em vista que as transmissões:
1- Possibilitam acesso aos shows até mesmo de cidades mais longínquas;
2- Potencializa a formação de platéia para o mercado da música independente;
3-Promove a difusão desta que é uma das (senão a mais) plataformas mais importantes de difusão da nova música brasileira;
4- Estabelece novas parcerias e reforça as já antigas nos circuitos locais, potencializando as relações entre os comunicadores independentes e os produtores de festivais;
5- Promove uma mostra da diversidade sonora que vem sendo engendrada no setor da música independente;
6- Entre muitos outros fatores.
Resultado: Os prós se agigantam perto dos contras.
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* Hoje bateu saudade de casa. De mãe, pai e irmãs. A vida corre tanto às vezes.
* Alguém aí tem um bom programa para passar esse fim-de-semana? Lembrei-me do Wander Wildner…
* Fui!
Em Recife: novidades daqui e de acolá

Olinda
* Mais um dia em terras nordestinas e contando no dedo o retorno à sede, cá estou eu novamente escrevendo de Recife, depois de um dia ensolarado e marcado pela andança que fizemos em Olinda - cidade histórica pernambucana das mais antigas, que fica a pouquíssimos minutos daqui. Depois de dias de ensaio, finalmente nos disposmos a dar uma parada e molhar um pouco o pé n’água salgada do mar pernambucano. Dia agradável, mente descansada… mas nada que atrapalhe a volta dos dedos aos teclados.
* Amanhã recomeça nossa maratona final de implementação do Projeto de Moedas Complementares aqui em PE. A agenda vai ser um pouco corrida: de manhã reunião com a rapaziada do Alto Zé do Pinho, à tarde reunião com a Comissão de São Amaro, a noite encaminhamento de projetos do Circuito, Cubo, Abrafin, etc, e assim, sucessivamente, até nossa partida na quarta, dia 29, pra não se sabe onde (rs). Brincadeiras a parte, Cuiabá é o destino.
* Enquanto isso, as atividades na sede continuam bombando. Ms Canhetti enviou-me hoje o projeto do Prêmio Hell City que acontecerá no início de maio na terrinha, premiando agentes culturais em dezessete categorias diferentes. Segundo notícias de bastidores, já foram computados pra lá de cinco mil votos. Muita coisa para um prêmio jovem de duas edições, solamente. Pois bem, projeto encaminhado, decupagens em andamento, e assim vai correndo a produça do prêmio por lá… Mais novidades ela conta em seu blog pessoal, no Caleidoscubo.

* Outra atividade bacana que anda rolando é início do Mapeamento de Coletivos Fora do Eixo, que está sendo capitaneado por representantes de seis coletivos em regiões diferentes do Brasil. A proposta é lançarmos no Congresso Fora do Eixo o Anuário Estatístico dos Coletivos FE, municiando tanto o planejamento, quando os setores de comunicação e captação de recursos (entre outros interessados) com informações sobre toda a movimentação que vem sendo capitaneada pelos Fora do Eixo em todo o país. Quem atua no setor sabe que uma das maiores escassez da cultura no Brasil é a obtenção de dados sistematizados. E um relatório como esse, sem dúvida, será muito bem-vindo tanto pelo setor público, quando por outras iniciativas no campo da música independente. Uma preciosidade aos estudiosos e planejadores da área…
* A Abrafin também está em fase de desenvolvimento do relatório de 2008 dos festivais associados. Quem assina a análise dos dados é o Bruno Ramos, do Música e Mercado. Muitíssimo em breve estaremos apresentando ao público os dados em questão.
* Além dos mapeamentos, estamos em fase de fechamento de números do Grito Rock 2009. Estamos fechando dados tais como número de iniciativas formais que capitaneiam as ações no estado, bem como período de abertura de inscrições, coletivos que possuem veículos de informação, gênero dos produtores realizadores, projetos que os coeltivos desenvolvem, entre outras informações que municiarão de informações sobre a rede. A partir daí compilaremos o projeto de captação de 2009 em parceria com os coletivos… a meta é qualificar o levantamento de recursos para o ano que vem. Na próxima semana apresentarei novidades sobre isso aqui!
* Além disso, eu junto ao Ney Hugo estamos fechando detalhes da produção da transmissão do Tendencies Festival, que acontecerá neste fim-de-semana em Palmas. O Tendencies é realizado pela casa de shows homônimo, sob comando do produtor Porkão, que também realiza o GR Palmas por lá. A produça tá em andamento, e mais detalhes sobre isso conto ao longo da semana… Por enquanto, quem quiser saber mais sobre o festival, só acessar o site da Abrafin.
* Eis por hora rapeizes, quem quiser saber mais só comentar. Por horas ficamos assim. Bjs e fui!
Em Recife mais dez dias
RecifeLinda
* Alô, olá, eis me aqui de volta, escrevendo novamente de Recife, cuja previsão de partida era pra hoje, porém, em virtude do ‘projeto de Implementação de moedas complementares e bancos populares no PE’ (que estamos desenvolvendo em parceria com a FUNDARPE e Lumo), resolvemos ficar um tempo mais para amarrar melhor a história antes de alçarmos vôo em direção à querida e saudosa Hell City, ou antes, sabe-se lá para onde…
* Depois de recuparada parcialmente da gripe pancada que me abateu durante a semana, consegui na quinta-feira, 16, participar das reuniões realizadas com as lideranças de Santo Amaro, uma das comunidades onde desenvolveremos o projeto, junto ao Alto Zé do Pinho – conforme a Lê já registou no Cubanna.
* A metodologia da reunião foi semelhante as demais já realizadas até aqui, porém, desta vez mais focada no Cubo Card. Depois de ouvir a experiência da moeda cuiabana e as explanações a respeito do modelo híbrido que pretende ser desenvolvido ali (força de trabalho + lastro em R$), o espaço foi aberto para os presentes tecerem considerações sobre o tema… e o resultado foi que poucas foram as vezes que a platéia acrescentou tanto ao tema. E não digo isso no intuito de desqualificar os demais ouvintes, mas de valorizar a participação da comunidade de Santo Amaro que iniciaramali o delineamento do projeto, conforme eles julgam necessário para a própria localidade…grande participação dos amaros.
* Além do projeto de moedas complementares, a semana foi marcada pelo acompanhamento da produção da rádio Abrafin, que desta vez transmitiria ao vivo o Abril Pro Rock, em parceria com o Lumo e Massa Coletiva. O resultado é que a transmissão foi um sucesso, teve momentos de tanto pico, que mal conseguíamos acessar o player. Postaremos em breve os melhores momentos para que quem não ouviu, possa curtir e opinar.

Em breve postaremos a retrospectiva no site da Abrafin
* Falando em APR, como não podia deixar de ser, fui conferir – junto aos meus companheiros cubistas – o primeiro dia da 17ª edição do lendário festival pernambucano, que fez escola na cena da música independente brasileira, e estimulou o surgimento de muitos outros eventos do gênero. É recorrente ouvir de jovens produtores, que freqüentavam o festival desde muito cedo, que se inspiraram com a proposta da empreitada… Referências históricas a parte, fato é que o APR hoje é bem diferente do método operacional CUBO… e por questões óbvias, que vão desde a escolha de seus headliners ao preço da bilhete. Fora o fato de como o festival dialoga com o cenário local, e trabalha pelo desenvolvimento de novos empreendimentos do setor… realmente bem diferente de método de gestão cubista.
* Pois então, conforme combinado hoje trago logo abaixo a compilação do debate sobre métodos de produção / modus operandi da MPB X Rock (nem queria colocar nesses termos, mas vamos lá) travado durante a discussão no NE Indie… Vale colocar, que as questões levantadas no último post de preconceituoso não há nada, e tampouco são pautadas em achismos. Pelo contrário, são constatações frutos de um processo de circulação amplo por diversos estados, e participações em dezenas de reuniões e fóruns de classe envolvendo músicos de diversos segmentos musicais. Fato é que boa parte dos músicos dedicados ao segmento sublinhado, vieram destacando sim mais problemas, que alternativas sustentáveis para as deficiências do setor. E como a participação do citado músico paraíbano não fora diferente, acabou servindo de gancho para um debate que rola há algum tempo nas internas cubistas…
* Deixo agora os comentários e reflexões tecidas ao longo do debate, e quem quiser acrescentar, sinta-se a vontade no comments. Abraços e fui!
ps. Amanhã vai rolar reunião com agentes do Circuito Fora do Eixo para debater o mapeamento das redes setoriais… quem tiver interesse em saber mais infos sobre o tema, só falar~!
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Pra contextualizar, a história foi a seguinte: A Carol Mundo postou meu texto e o da Cubanna na lista do NE Indie para divulgar nossa passagem pela cidade. Respondendo as questões que tinha levantado no último post, o Edy Gonzaga – do Cabruêra – teceu suas impressões sobre o tema, a partir daí a discussão se prolongou… Segue logo abaixo algumas considerações que foram tecidas em relação ao tema:
Edy Gonzaga – Soou preconceituoso em relação ao estilo, q na minha opinião não pega bem pra nenhum produtor cultura.
Pablo Capilé – São estes “reclamões” que mais recebem investimento do poder público em suas carreiras, que mais tocam em eventos de prefeituras e do Estado, que mais se encaixam na tal World Music que facilita a inserção em outros países e etc. Ai acostumados com isso, acabam montando grandes equipes em torno deles o que inviabiliza completamente a circulação pelo Brasil, que ainda tem um mercado em crescimento e que muitas vezes não pode pagar passagens para produtor, teÉcnico de som, roadie e mais a banda toda de um artista desconhecido na maioria das cidades (…)
Edy Gonzaga – (…) MPB tem uma série de artistas, tão ou mais articulados qto qqr um. Isso não difere em relação a estilo e sim em relação a atitude. Tem artista MPB, muito roquenrou e banda roquenrou querendo ser Caetano… Minha observação é em relação a isso. Não coloque td mundo no msm saco, nem generalize os exemplos… dependendo da situação, da hora e do dia, tudo muda (…)
Anderson Foca – No geral a turma da mpb participa pouco sim, mas acho que mais pelo fato de ter uma visão mais romântica da realidade e até pelo fato de não serem profissionais da área (muitos a tem outros empregos e tbm trabalham com música quando podem e afins). Mesmo sendo, muitos foram criados com pespectiva de gravadoras, solidez da fama e assim vai, ai terminam não entendo a que se propõe trabalhos com o do Festvial Mundo. Parei de chamar alguns artistas dessa praia no Dosol porque ele davam muito trabalho (muitas excigência) e nenhum retorno ao festival, que como todo mundo sabe é uma via de mão dupla e é bom para os dois lados.
Edy Gonzaga - Agora, o fato de eles participarem pouco das palestras ministradas pelo circuito rock, não quer dizer, em hipótese nenhuma, q eles estejam alheios ou desarticulados.
Pablo Capilé -Se o Macaco Bong é mais conhecido em Jampa do que o escurinho em Cuiabá isso deve ter algum motivo….principalmente pq um tem 20 anos de carreira e o outro tem 5..
Edy Gonzaga - O fato de eles não procurarem esse circuito não demonstra q eles não circulem, q não produzam, q não viajem. Esse circuito de rock, não é o único. O fato de vc não vê, não quer dizer q não acontece. Ele acontece msm longe do seus olhos. É isso q estou tentando mostrar. Amplie seu olhar, há muita coisa acontecendo além do q supõe a nossa vã filosofia (…)
Edy Gonzaga - Eu estou afirmando, como o próprio Bruno citou, q artistas do quilate de CURUMIN, só pra citar um exemplo, está inserido nessa sigla e consegue se articular muito bem… é isso q estou colocando. Afirmação q o txt do blog, contraria. Só isso.
Pablo Capilé -Eu não disse que só existe esse circuito, eu disse desde o começo que não contentes com o circuito diferenciado a que vc se refere, esses artistas reclamam de não participarem desses festivais, sendo que seu foco de trabalho na maioria das vezes nem é esse. E outra, peguemos Minas como exemplo de novo, essa historia de que existem circuitos aqui no brasil onde esses artistas sobrevivem muito bem e de forma organizada não é bem uma verdade né edy. A grande maioria ainda sobrevide de verba pública, só circula com verba pública, nao paga passagens para tocar, nao se conectam em rede, ou seja, estaõ MUITO DISTANTES de conseguir um mercado auto sustentavel para sua arte fora do circuito sesc, prefeitura, estados etc.
Henrique Baixos – Duas coisas: – Pq continuarmos dividindo os artistas em MPB ou Roque? Na boa… – Do it yourself.. e pelos outros.
Pablo Capilé - Vamos pegar isso pelos festivais, que da pra traçar um belo parametro: Os festivais de “rock” estão vcada vez mais abertos a diversidade em sua programação, muito mais pela propositividade do produtor do que propriamente dos artistas. Já os festivais de MPB continuam com o mesmo formato de sempre, não se abrem pra galera do rock e ainda mantem aquele esquema de festivais competitivos, com premiações e etc. Dai ja da pra tirar um pouco do Dna de cada um destes estilos.
Pablo Capilé - Quando falamos de “MPB” ou de ‘ROCK” estamos falano muito mais de uma filosofia de trabalho do que propriamente do som que cada um desses artistas fazem. Não é a toa que essa nova safra da MPB, a neo-mpb, ja nasce muito mais conectada com a filosofia desse circuito rock n roll, de se auto produzir, de pagar passagem pra viajar, de rodar os festivais da abrafin, de se divulagar via midias independentes que tem origem no rock e etc. Entre eles Curumin, Jonas Sá, Cabruera, Nina Becker, Do Amor, entre outros. Já os “old school” , que ainda são a bgrande maioria, manté aquela visao muito similar a dos festivais de “MPB” , mega equipes, milhares de exigencias, dependecia quase total do poder publico, foco no mercado internacional, naquela visão de artista iluminado que só quer ensaiar e tocar enquanto os “em volta” desenrolam as burocracias.
Edy Gonzaga - Mas, uma questão : qdo foi colocado o termo MPB não foi uma generalização sem considerar o q é ‘neo’, ou ‘pós’, ou proto ? Foi isso q me incomodou. Pq essas verdades ou soluções apresentadas, pelo rock ou mpb tem q estar contextualizadas. Essa não é uma cartilha tão simples de cumprir. Tem q ter informação, cacife, disposição e tempo. Vamos concordar, nem tds tem. Portanto, acho q não deveríamos desmerecer certa parcela da produção cultural simplesmente por não ter como, ou não conseguir se manter nesse patamar de organização e articulação.
Luciano Matos - A “MPB”, que generaliza ainda mais que o rock, não necessariamente não queria ser independente, mas tinha mercado pra crescer com um passo maio rdentor do mercado, gravadoras se ineteressavam, lançavam e tal, nao necessariamente grandes gravadoras, mas selos mais abastados. Isso tb nao da culpa aos artistas desse nicho, nao sao piores por nao se integrarem num modelo que aqui julgamos o unico correto. O que acho é que os festivais tem um poder maior do que revelar apenas bandas de rock, alguns ja fazem isso muito bem, outros são assumidamente só rock Não é erro, mas seri alegal ter mais que isto gosto de ver quando um Goiania Noise aprsenta alguns nomes fora do circuito rock tipo ano passado com Curumin, que circulou tb por outros festivais
Luciano Matos – a princpal forma de diferencia um artista do outro é a qualidade acho que é oprimeiro criterio, pelo menos deveria ser pra mim deveria ser o criterio de qualquer curadoria depois ver se é viavel ou nao, se o artista topa ou nao o esquema oferecido e sei que isso nao tem nada a ver com rotulo ou estilo (..)
Felipe Gurgel -O que eu acho que Pablo quis dizer é que alguns artistas encaixados no “filão MPB” talvez não estejam muito preocupados em facilitar o acesso a seus shows, tendo pouca flexibilidade de negociação e fechando olhos para a realidade mercadológica. Vaidade ou falta de noção desses artistas? Talvez não. Uns não têm a mesma condição de investir na carreira como um jovem de classe média pode ter, por exemplo. Mas também não faz sentido cobrar que o mercado lhe absorva exatamente do jeito que idealiza.
Pablo Capilé - O primeiro criterio tem centenas e milhares, se começarmos a debater aqui o que é qualidade pra cada um de nós o debate vai MUITO LONGE. É obvio que o primeiro criterio é a qualidade, mas ja passamos ele, ja estamos falando do segundo momento(…)
Luciano Matos - Acho que os festivais tem que ter essa responsabilidade, como exigimos das radios, das tv e nao creio que seja só pelo genero, estilo, acredito que tenha tb mas ai nao é hora de ver que se um cara exige um pouco mais é pq ele conquistou mais e nao pq ele nao é parceiro ou nao entrou no “metodo indie” de agir? nao é o unico o principal pra mim é se disponibiliza ro que melhor é feito em termos musicais
Fabrício Nobre - Os artistas tem que tentar flexibilizar e investir em circulação para poder participar de mais eventos. E os produtores, sim, tem que abrir as curadorias pra um leque mais abrangente de possibilidades. Mas o lance é debater mais, e tentar participar mais, não só tocando, mas atuando e se atulizando, do que chorando, e dificultando. (…)Sobre rock e MPB. O que é rock e que é MPB é muito complicado discutir no Brasil.
Pablo Capilé – Tu fala que faria de tudo para que os melhores pudessem tocar e lva a crer que é facil assim, que é so ter força de vontade que consegue colocar todos os artistas que vc quer na programação, quem dera que fosse assim. Sempre levo o que acho melhor para meu festival, mas nao da ptra ficar investindo 5 mil reais, mais 8 aereas, mais hospedagem e alimentação para artistas que são pouco conhecidos na cidade só pq são bons, o custo total de um artista desse é de 10 mil reais quase, tem gente que faz festival com esse valor. Marcelo Camelo faz exigencias mas leva publico cara, não estamos falando destes, estes ai circulam muito e sempre, estamos falando dos que nao são conhecidos, nao tem publico local e fazem algumas exihgencias alem da capacidade do festival.
Luciano Matos -só to dizendo que nao é o genero que define isso, senao nao teria o monte de nome de mpb e nao rock que vc disse la no outro mail que circulou pelos festivais o ponto de dicussao é, nao é o estilo que define se e chorão ou nao, se aceita ou não
Pablo Capilé -Mas é esse o ponto quando debatemos estatistica. estamos falando de maioria da mpb e maioria no rock. A Maioria da galera da mpb faz ainda algumas exigencias fora da realidade, e isso nao é mais maioria no rock hj, a galera ta mais antenada. É so ver que esses caras que estamos citando como exemplo de música contemporanea, ja nascem conectados a esse modus operandi do circuito rock, de auto gestao, de rede, de parcerias e facilitações, de negociações mais flexiveis e etc….
Luciano Matos - Não sei se Escurinho paga, mas sei de bandas de rock, que circulam por festivais qu enao pagariam tem varias ocisas ai, o pessoal da dita “mpb” talvez nao conheçam os festivais tão bem, não saiba os ganhos por tras, nao conheça o discurso cabe a quem faz chama-los, mostrar como é, se é do interesse que eles partivcipem e pelo que estou vendo é as bandas de rock independente ja entendem mesmo , em boa parte do que temos acesos, pelo menos
Pablo Capilé – Me mostra então esse circuito ai que existe no “outro meio” que a gente não acessa. Posso falar do centro oeste e do norte, e tenho certeza que aqui essas bandas do “outro meio” não circulam como as bandas do “nosso meio”. Galera do Rock tambem conquista editais, viaja pra fora e etc, ninguem ta falando que isso não é merito, isso ta mais que cERTO. Mas a maioria desse “outro meio” fica pendurada na verba pública, e se acomoda. É fato. Acabei de sair de uma reuniao agora com representantes do forum da musica de recife e outras entidades e percebi que aqui a historia é exatamente a mesma, fora do “nosso meio” a grande maioria fica esperando um poder publico PAI, um sesc PAI, etc.
Pablo Capilé – Todos os que vc citou estao fazendo o circuito de festivais tambem meu caro, Eddie, Cordel, Chico Correa, wado, todos. Esses ai nao ficam esperando dinheiro publico, esses ai facilitam demais pra ir. Esses ai são exceção, nós estamos falando da regra, da maioria. Já no Rock posso citar 100 aqui que estao facilitando se vc quiser, ou seja, é muito discreprante. É aquilo. no rock os bons artistas que facilitam é regra, no outro meio é exceção.
Pablo Capilé -Não da pra estimular a diversidade sem pensar em custo beneficio. Não é simples montar uma curadoria de festival com artistas que absolutamenyte ninguem conhece e que cobram uma fortuna. O Rec beat por exemplo é integralmente financiado pela prefeitura de Recife, ai é outra historia, da pra experimentar mais, sem falar que é gratuito. É muito facil falar de um plano ideal e não pensar que tem uma realidade por tras desse plano ideal.
Pablo Capilé – com a grana que gastaria trazendo a ceu ou a orquestra imperial, da pra trazer 10 artistas independentes tão bons quantos e que estão facilitando a circulação e retroalimentando a cadeia. Mas acho bacana que eles circulem, mas tambem nao estou falando desses que ja tem certa exposição de midia, to falando dos artistaas pequenos desse outro meio, que nao facilitam MESMO.
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* A segunda parte do debate publico no próximo post.*
