Debute!
Depois de um longo período de introspecção literária, eis que ergo minhas primeiras palavras. É engraçado ler isso da pena de uma comunicadora. Mas fato é que me reservei nos últimos ano a compartilhar impressões técnicas e leituras políticas sob a matemática de textos jornalísticos, planilhas, relatórios e documentos do gênero a quem compartilhava na maior parte das vezes, anonimamente, em veículos institucionais. E pra mim isso tem sido poesia.
Agora, depois de quase três anos e sob a diretriz de mantermos, todos nós cubistas, veículos pessoais em que publicamos nossas impressões sobre o mundo que nos cerca, retomo às boas (assim espero) com as palavras, compartilhando, a partir de hoje, as sentenças dinâmicas que se formaram, ao longo desses poucos anos, dentro de mim. (Tome nota: há vida na introspecção; há experimentos sempre novos nesse cubo de ensaio; há frescor depois de doze horas a frente de um teclado; o trabalho ruboriza).
Além das impressões, compartilharei aqui também experimentos de gestão estabelecidos por mim dentro do Cubo, bem como check lists de produção, agenda de trabalho, fotos, mapas, etc… ferramentas que espero ser bastante útil aos guerrilheiros político-culturais desses novos tempos.
Sobre o nome do blog, há que se dizer (em síntese) que ‘Cubo da Luta’ por que sim. O nome é uma referência ao filme norte-americano (Clube da luta) do final da década de 90 – por sua vez baseado no romance homônimo do escrito Chuck Palahniuk . Um de meus favoritos. Conheci o Tyler Durden há alguns anos em um desses recôndidos da vida, e posso jurar que ele é cuiabano (rs). Além do filme, a referência obvia ao Espaço Cubo pode ser observada…
Pra finalizar, por hoje, empresto as palavras de meu companheiro cubista do “pele nova” em relação ao Espaço Cubo: “enfrentar as dificuldades do mercado, ser criativo na busca por alternativas para sua auto-gestão, colocar a mão na massa sem ter medo de se sujar etc etc etc”. O cubismo também é humanismo. Abraços calorosos e nos lemos novamente em breve.
Uma poesia que escrevi há algum tempo para fechar:
“Pego-me sempre entretida com as pandogas que ilustram o céu ao lado de meu teto
Voam alto as meninas. Um vôo rasante, gostoso, mas pretensiosamente permitido
Fazem-me chorar sempre, de tristeza, ao vê-las guiadas por Gepeto
Com cabelos ao vento e pouso datado
Um destino talhado feito uma estatueta
Para alguns, eis algo
Para mim, uma estatueta
Belo, mas triste, disse certa vez um amigo
Sim, belo, mas triste”.