Quando os prós se agigantam

Saudosa
* Pois bem, faltando cinco dias apenas para o retorno à sede cubista, eis me aqui mais uma vez uma vez escrevendo de terras recifenses, acomodada no mesmo Hotel Cult de outrora, apto 225, contando novidades de aqui e de acolá. Simbora aos fatos:
1- Hoje encerramos (praticamente) a primeira etapa do projeto de Implementação de Moedas Complementares e bancos populares tão comentado nos últimos dias. Reuniãos atrás de reuniãos com as lideranças das comunidades de São Amaro, Alto Zé do Pinho, representantes da Fundarpe e agitadores culturais do Coletivo Lumo, e eis aqui alguns dos encaminhamentos: a) será iniciado já em breve o mapeamento da malha comercial de Santo Amaro; 2) corrida em prol da abertura da sede da ong AltoFalante em Alto Zé do Pinho como primeiro passo para a constituição do lastro da moeda deles. Mais informações no www.cubanna.wordpress.com.
2- Na próxima segunda teremos uma reunião com a presidente Luciana Azevedo e após isso trazemos mais novidades a todos.
3- Além das atividades já citadas, o momento está propício para a revisão de alguns projetos que ficaram temporariamente engavetados. Na volta à Cuiabá teremos muito a fazer, e melhor, com ânimos absolutamente renovados.
4- Chegamos em Cuiabá na próxima quarta, dia 29. Já contando os minutos…
Além dos tópicos comentados, breve comentário sobre as atividades em andamento:
* Tá rolando neste fim-de-semana Tendencies Rock Festival e junto dele a transmissão do festival via rádio Abrafin. Desta vez, contatamos um grupo de comunicadores independentes que atuam na cidade – a galera do Nausearréia. Confira o resultado da parceria no www.abrafin.org.
* Sobre as parceria há que se dizer que trabalhar com uma equipe a distância é sempre um desafio, apesar da tarefa ser sempre deleitosa em virtude da troca que se estabelece entre as pontas. Aos interessados, o esquema de produção geralmente se dá assim: acionamos alguma banda ou produtor parceiro para convidá-lo a compor o projeto, e caso não tenha interesse, pedimos que nos indique algum possível parceiro… daí vamos acionando e mostrando a potencialidade do projeto, e depois disso, pronto, fechamos o contato e trabalhamos a qualificação do ponto.
Possíveis problemas do método:
1- Falta de qualificação técnica para gestão do equipamento de transmissão – que procuramos remediar com a parceria com o técnico do PA ou algum técnico de sonorização que faça parte da equipe do festival;
2- Falta de comprometimento com a transmissão durante sua execução, já que tem shows que é foda não assistir de perto;
3- Falta de experiência de locução – problema que dificilmente pega, mas que procuramos remediar com um conselho gestor que acompanha as transmissões via Messenger (santos Ney Hugo e Felipe).
* Na soma final, os aspectos positivos são sempre sobressalentes, tendo em vista que as transmissões:
1- Possibilitam acesso aos shows até mesmo de cidades mais longínquas;
2- Potencializa a formação de platéia para o mercado da música independente;
3-Promove a difusão desta que é uma das (senão a mais) plataformas mais importantes de difusão da nova música brasileira;
4- Estabelece novas parcerias e reforça as já antigas nos circuitos locais, potencializando as relações entre os comunicadores independentes e os produtores de festivais;
5- Promove uma mostra da diversidade sonora que vem sendo engendrada no setor da música independente;
6- Entre muitos outros fatores.
Resultado: Os prós se agigantam perto dos contras.
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* Hoje bateu saudade de casa. De mãe, pai e irmãs. A vida corre tanto às vezes.
* Alguém aí tem um bom programa para passar esse fim-de-semana? Lembrei-me do Wander Wildner…
* Fui!