Cubo da Luta

anotações, notas e análises

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Cuiabá, aqui vamos nós!

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* Bom dia! São quase seis da manhã. Depois de dezenas de dias de distância da sede, eis que em algumas horas estaremos pisando no saudoso solo hell cityano de novo.Nosso vôo de Recife sai ao meio dia, mas às dez estaremos deixando o hotel.

* Aqui terminamos a segunda etapa do projeto de circulação 2009. Daqui o avião faz conexão em Brasília, onde desembarca a Lê (ver em cubanna.wordpress.com). Na capital chegaremos às15h, e na sequencia rumaremos eu e Pablo à Cuiabá,onde permaneceremos por cinco dias. No dia 06, de bagagens prontas de novo, o destino será Roraima.

* No fim da segunda etapa os balanços são hiper positivos. Deixamos bem encaminhado o PIMB junto as comunidades de Santo Amaro e Alto Zé do Pinho; levantamos prognósticos animadores à respeito da atuaçao do Lumo (PE) como coletivo; ainda levantamos dados; aprimoramos novos projetos; fora as conversas, papos, informações que trocamos pelo longo do caminho de tanto estados que percorremos.

Saldo Etapa 02 / Preliminar 01:

* Estímulo a formação da Rede Ceará da Música;

* Investimento na formação do Lumoeda;

* Início ao projeto de constituição de dois novos bancos populares e/ou moedas complementares na cidade de Recife;

* Estímulo ao estreitamento das relações do Fora do Eixo Nordeste;

* Fortalecimento da relação institucional da rede Fora do Eixo com o poder público em instância federal, e no estado de Pernambuco;

* Estreitamento das relações entre o Fora do Eixo e a Abrafin;

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* Tô com uma fome danada, por isso não me prolongarei mais.

** Amanhã conto mais coisas, desta vez direto de Cuiabá.

Escrito por marielleramires

Maio 1, 2009 em 8:47 am

Quando os prós se agigantam

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Saudosa

* Pois bem, faltando cinco dias apenas para o retorno à sede cubista, eis me aqui mais uma vez uma vez escrevendo de terras recifenses, acomodada no mesmo Hotel Cult de outrora, apto 225, contando novidades de aqui e de acolá. Simbora aos fatos:

1- Hoje encerramos (praticamente) a primeira etapa do projeto de Implementação de Moedas Complementares e bancos populares tão comentado nos últimos dias. Reuniãos atrás de reuniãos com as lideranças das comunidades de São Amaro, Alto Zé do Pinho, representantes da Fundarpe e agitadores culturais do Coletivo Lumo, e eis aqui alguns dos encaminhamentos: a) será iniciado já em breve o mapeamento da malha comercial de Santo Amaro; 2) corrida em prol da abertura da sede da ong AltoFalante em Alto Zé do Pinho como primeiro passo para a constituição do lastro da moeda deles. Mais informações no www.cubanna.wordpress.com.

2- Na próxima segunda teremos uma reunião com a presidente Luciana Azevedo e após isso trazemos mais novidades a todos.

3- Além das atividades já citadas, o momento está propício para a revisão de alguns projetos que ficaram temporariamente engavetados. Na volta à Cuiabá teremos muito a fazer, e melhor, com ânimos absolutamente renovados.

4- Chegamos em Cuiabá na próxima quarta, dia 29. Já contando os minutos…

Além dos tópicos comentados, breve comentário sobre as atividades em andamento:

*  Tá rolando neste fim-de-semana Tendencies Rock Festival e junto dele a transmissão do festival via rádio Abrafin. Desta vez, contatamos um grupo de comunicadores independentes que atuam na cidade  – a galera do Nausearréia. Confira o resultado da parceria no www.abrafin.org.

* Sobre as parceria há que se dizer que trabalhar com uma equipe a distância é sempre um desafio, apesar da tarefa ser sempre deleitosa em virtude da troca que se estabelece entre as pontas. Aos interessados, o esquema de produção geralmente se dá assim: acionamos alguma banda ou produtor parceiro para convidá-lo a compor o projeto, e caso não tenha interesse, pedimos que nos indique algum possível parceiro… daí vamos acionando e mostrando a potencialidade do projeto, e depois disso, pronto, fechamos o contato e trabalhamos a qualificação do ponto.

Possíveis problemas do método:

1- Falta de qualificação técnica para gestão do equipamento de transmissão – que procuramos remediar com a parceria com o técnico do PA ou algum técnico de sonorização que faça parte da equipe do festival;

2- Falta de comprometimento com a transmissão durante sua execução, já que tem shows que é foda não assistir de perto;

3- Falta de experiência de locução – problema que dificilmente pega, mas que procuramos remediar com um conselho gestor que acompanha as transmissões via Messenger (santos Ney Hugo e Felipe).

* Na soma final, os aspectos positivos são sempre sobressalentes, tendo em vista que as transmissões:

1- Possibilitam acesso aos shows até mesmo de cidades mais longínquas;

2- Potencializa a formação de platéia para o mercado da música independente;

3-Promove a difusão desta que é uma das (senão a mais) plataformas mais importantes de difusão da nova música brasileira;

4- Estabelece novas parcerias e reforça as já antigas nos circuitos locais, potencializando as relações entre os comunicadores independentes e os produtores de festivais;

5- Promove uma mostra da diversidade sonora que vem sendo engendrada no setor da música independente;

6- Entre muitos outros fatores.

Resultado: Os prós se agigantam perto dos contras.

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* Hoje bateu saudade de casa. De mãe, pai e irmãs. A vida corre tanto às vezes.

* Alguém aí tem um bom programa para passar esse fim-de-semana? Lembrei-me do Wander Wildner…

* Fui!

Em Recife: novidades daqui e de acolá

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Olinda

* Mais um dia em terras nordestinas e contando no dedo o retorno à sede, cá estou eu novamente escrevendo de Recife, depois de um dia ensolarado e marcado pela andança que fizemos em Olinda -  cidade histórica pernambucana das mais antigas, que fica a pouquíssimos minutos daqui. Depois de dias de ensaio, finalmente nos disposmos a dar uma parada e molhar um pouco o pé n’água salgada do mar pernambucano. Dia agradável, mente descansada… mas nada que atrapalhe a volta dos dedos aos teclados.

* Amanhã recomeça nossa maratona final de implementação do Projeto de Moedas Complementares aqui em PE. A agenda vai ser um pouco corrida: de manhã reunião com a rapaziada do Alto Zé do Pinho, à tarde reunião com a Comissão de São Amaro, a noite encaminhamento de projetos do Circuito, Cubo, Abrafin, etc, e assim, sucessivamente, até nossa partida na quarta, dia 29, pra não se sabe onde (rs). Brincadeiras a parte, Cuiabá é o destino.

* Enquanto isso, as atividades na sede continuam bombando. Ms Canhetti enviou-me hoje o projeto do Prêmio Hell City que acontecerá no início de maio na terrinha, premiando agentes culturais em dezessete categorias diferentes. Segundo notícias de bastidores, já foram computados pra lá de cinco mil votos. Muita coisa para um prêmio jovem de duas edições, solamente. Pois bem, projeto encaminhado, decupagens em andamento, e assim vai correndo a produça do prêmio por lá… Mais novidades ela conta em seu blog pessoal, no Caleidoscubo.

* Outra atividade bacana que anda rolando é início do Mapeamento de Coletivos Fora do Eixo, que está sendo capitaneado por representantes de seis coletivos em regiões diferentes do Brasil. A proposta é lançarmos no Congresso Fora do Eixo o Anuário Estatístico dos Coletivos FE, municiando tanto o planejamento, quando os setores de comunicação e captação de recursos (entre outros interessados) com informações sobre toda a movimentação que vem sendo capitaneada pelos Fora do Eixo em todo o país. Quem atua no setor sabe que uma das maiores escassez da cultura no Brasil é a obtenção de dados sistematizados. E um relatório como esse, sem dúvida, será muito bem-vindo tanto pelo setor público, quando por outras iniciativas no campo da música independente. Uma preciosidade aos estudiosos e planejadores da área…

* A Abrafin também está em fase de desenvolvimento do relatório de 2008 dos festivais associados. Quem assina a análise dos dados é o Bruno Ramos, do Música e Mercado. Muitíssimo em breve estaremos apresentando ao público os dados em questão.

* Além dos mapeamentos, estamos em fase de fechamento de números do Grito Rock 2009. Estamos fechando dados tais como número de iniciativas formais que capitaneiam as ações no estado, bem como período de abertura de inscrições, coletivos que possuem veículos de informação, gênero dos produtores realizadores, projetos que os coeltivos desenvolvem, entre outras informações que municiarão de informações sobre a rede. A partir daí compilaremos o projeto de captação de 2009 em parceria com os coletivos… a meta é qualificar o levantamento de recursos para o ano que vem. Na próxima semana apresentarei novidades sobre isso aqui!

* Além disso, eu junto ao Ney Hugo estamos fechando detalhes da produção da transmissão do Tendencies Festival, que acontecerá neste fim-de-semana em Palmas. O Tendencies é realizado pela casa de shows homônimo, sob comando do produtor Porkão, que também realiza o GR Palmas por lá. A produça tá em andamento, e mais detalhes sobre isso conto ao longo da semana… Por enquanto, quem quiser saber mais sobre o festival, só acessar o site da Abrafin.

* Eis por hora rapeizes, quem quiser saber mais só comentar. Por horas ficamos assim. Bjs e fui!

Escrito por marielleramires

Abril 22, 2009 em 3:55 am

Em Recife mais dez dias

com um comentário

RecifeLinda

* Alô, olá, eis me aqui de volta, escrevendo novamente de Recife, cuja previsão de partida era pra hoje, porém, em virtude do ‘projeto de Implementação de moedas complementares e bancos populares no PE’ (que estamos desenvolvendo em parceria com a FUNDARPE e Lumo), resolvemos ficar um tempo mais para amarrar melhor a história antes de alçarmos vôo em direção à querida e saudosa Hell City, ou antes, sabe-se lá para onde…

* Depois de recuparada parcialmente da gripe pancada que me abateu durante a semana, consegui na quinta-feira, 16, participar das reuniões realizadas com as lideranças de Santo Amaro, uma das comunidades onde desenvolveremos o projeto, junto ao Alto Zé do Pinho – conforme a Lê já registou no Cubanna.

anteprojeto * A metodologia da reunião foi semelhante as demais já  realizadas até aqui, porém, desta vez mais focada no Cubo Card. Depois de ouvir a experiência da moeda cuiabana e as explanações a respeito do modelo híbrido que pretende ser desenvolvido ali (força de trabalho + lastro em R$), o espaço foi aberto para os presentes tecerem considerações sobre o tema… e o resultado foi que poucas foram as vezes que a platéia acrescentou tanto ao tema. E não digo isso no intuito de desqualificar os demais ouvintes, mas de valorizar a participação da comunidade de Santo Amaro que iniciaramali o delineamento do projeto, conforme eles julgam necessário para a própria localidade…grande participação dos amaros.

* Além do projeto de moedas complementares, a semana foi marcada pelo acompanhamento da produção da rádio Abrafin, que desta vez transmitiria ao vivo o Abril Pro Rock, em parceria com o Lumo e Massa Coletiva. O resultado é que a transmissão foi um sucesso, teve momentos de tanto pico, que mal conseguíamos acessar o player. Postaremos em breve os melhores momentos para que quem não ouviu, possa curtir e opinar.

radio-abrafin-abril

Em breve postaremos a retrospectiva no site da Abrafin

* Falando em APR, como não podia deixar de ser, fui conferir – junto aos meus companheiros cubistas – o primeiro dia da 17ª edição do lendário festival pernambucano, que fez escola na cena da música independente brasileira, e estimulou o surgimento de muitos outros eventos do gênero. É recorrente ouvir de jovens produtores, que freqüentavam o festival desde muito cedo,  que se inspiraram com a proposta da empreitada… Referências históricas a parte, fato é que o APR hoje é bem diferente do método operacional CUBO… e por questões óbvias, que vão desde a escolha de seus headliners ao preço da bilhete. Fora o fato de como o festival dialoga com o cenário local, e trabalha pelo desenvolvimento de novos empreendimentos do setor… realmente bem diferente de método de gestão cubista.

* Pois então, conforme combinado hoje trago logo abaixo a compilação do debate sobre métodos de produção / modus operandi da MPB X Rock (nem queria colocar nesses termos, mas vamos lá) travado durante a discussão no NE Indie… Vale colocar, que as questões levantadas no último post de preconceituoso não há nada, e tampouco são pautadas em achismos. Pelo contrário, são constatações frutos de um processo de circulação amplo por diversos estados, e participações em dezenas de reuniões e fóruns de classe envolvendo músicos de diversos segmentos musicais. Fato é que boa parte dos músicos dedicados ao segmento sublinhado, vieram destacando sim mais problemas, que alternativas sustentáveis para as deficiências do setor. E como a participação do citado músico paraíbano não fora diferente, acabou servindo de gancho para um debate que rola há algum tempo nas internas cubistas…

* Deixo agora os comentários e reflexões tecidas ao longo do debate, e quem quiser acrescentar, sinta-se a vontade no comments. Abraços e fui!

ps. Amanhã vai rolar reunião com agentes do Circuito Fora do Eixo para debater o mapeamento das redes setoriais… quem tiver interesse em saber mais infos sobre o tema, só falar~!

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Pra contextualizar, a história foi a seguinte: A Carol Mundo postou meu texto e o da Cubanna na lista do NE Indie para divulgar nossa passagem pela cidade. Respondendo as questões que tinha levantado no último post, o Edy Gonzaga – do Cabruêra – teceu suas impressões sobre o tema, a partir daí a discussão se prolongou…  Segue logo abaixo algumas considerações que foram tecidas em relação ao tema:

Edy Gonzaga – Soou preconceituoso em relação ao estilo, q na minha opinião não pega bem pra nenhum produtor cultura.

Pablo Capilé – São estes “reclamões” que mais recebem investimento do poder público em suas carreiras, que mais tocam em eventos de prefeituras e do Estado, que mais se encaixam na tal World Music que facilita a inserção em outros países e etc. Ai acostumados com isso, acabam montando grandes equipes em torno deles o que inviabiliza completamente a circulação pelo Brasil, que ainda tem um mercado em crescimento e que muitas vezes não pode pagar passagens para produtor, teÉcnico de som, roadie e mais a banda toda de um artista desconhecido na maioria das cidades (…)

Edy Gonzaga – (…) MPB tem uma série de artistas, tão ou mais articulados qto qqr um. Isso não difere em relação a estilo e sim em relação a atitude. Tem artista MPB, muito roquenrou e banda roquenrou querendo ser Caetano… Minha observação é em relação a isso. Não coloque td mundo no msm saco, nem generalize os exemplos… dependendo da situação, da hora e do dia, tudo muda (…)

Anderson Foca – No geral a turma da mpb participa pouco sim, mas acho que mais pelo fato de ter uma visão mais romântica da realidade e até pelo fato de não serem profissionais da área (muitos a tem outros empregos e tbm trabalham com música quando podem e afins). Mesmo sendo, muitos foram criados com pespectiva de gravadoras, solidez da fama e assim vai, ai terminam não entendo a que se propõe trabalhos com o do Festvial Mundo. Parei de chamar alguns artistas dessa praia no Dosol porque ele davam muito trabalho (muitas excigência) e nenhum retorno ao festival, que como todo mundo sabe é uma via de mão dupla e é bom para os dois lados.

Edy Gonzaga - Agora, o fato de eles participarem pouco das palestras ministradas pelo circuito rock, não quer dizer, em hipótese nenhuma, q eles estejam alheios ou desarticulados.

Pablo Capilé -Se o Macaco Bong é mais conhecido em Jampa do que o escurinho em Cuiabá isso deve ter algum motivo….principalmente pq um tem 20 anos de carreira e o outro tem 5..

Edy Gonzaga - O fato de eles não procurarem esse circuito não demonstra q eles não circulem, q não produzam, q não viajem. Esse circuito de rock, não é o único. O fato de vc não vê, não quer dizer q não acontece. Ele acontece msm longe do seus olhos. É isso q estou tentando mostrar. Amplie seu olhar, há muita coisa acontecendo além do q supõe a nossa vã filosofia (…)

Edy Gonzaga - Eu estou afirmando, como o próprio Bruno citou, q artistas do quilate de CURUMIN, só pra citar um exemplo, está inserido nessa sigla e consegue se articular muito bem… é isso q estou colocando. Afirmação q o txt do blog, contraria. Só isso.

Pablo Capilé -Eu não disse que só existe esse circuito, eu disse desde o começo que não contentes com o circuito diferenciado a que vc se refere, esses artistas reclamam de não participarem desses festivais, sendo que seu foco de trabalho na maioria das vezes nem é esse. E outra, peguemos Minas como exemplo de novo, essa historia de que existem circuitos aqui no brasil onde esses artistas sobrevivem muito bem e de forma organizada não é bem uma verdade né edy. A grande maioria ainda sobrevide de verba pública, só circula com verba pública, nao paga passagens para tocar, nao se conectam em rede, ou seja, estaõ MUITO DISTANTES de conseguir um mercado auto sustentavel para sua arte fora do circuito sesc, prefeitura, estados etc.

Henrique Baixos – Duas coisas: – Pq continuarmos dividindo os artistas em MPB ou Roque? Na boa… – Do it yourself.. e pelos outros.

Pablo Capilé - Vamos pegar isso pelos festivais, que da pra traçar um belo parametro: Os festivais de “rock” estão vcada vez mais abertos a diversidade em sua programação, muito mais pela propositividade do produtor do que propriamente dos artistas. Já os festivais de MPB continuam com o mesmo formato de sempre, não se abrem pra galera do rock e ainda mantem aquele esquema de festivais competitivos, com premiações e etc. Dai ja da pra tirar um pouco do Dna de cada um destes estilos.

Pablo Capilé - Quando falamos de “MPB” ou de ‘ROCK” estamos falano muito mais de uma filosofia de trabalho do que propriamente do som que cada um desses artistas fazem. Não é a toa que essa nova safra da MPB, a neo-mpb, ja nasce muito mais conectada com a filosofia desse circuito rock n roll, de se auto produzir, de pagar passagem pra viajar, de rodar os festivais da abrafin, de se divulagar via midias independentes que tem origem no rock e etc. Entre eles Curumin, Jonas Sá, Cabruera, Nina Becker, Do Amor, entre outros. Já os “old school” , que ainda são a bgrande maioria, manté aquela visao muito similar a dos festivais de “MPB” , mega equipes, milhares de exigencias, dependecia quase total do poder publico, foco no mercado internacional, naquela visão de artista iluminado que só quer ensaiar e tocar enquanto os “em volta” desenrolam as burocracias.

Edy Gonzaga - Mas, uma questão : qdo foi colocado o termo MPB não foi uma generalização sem considerar o q é ‘neo’, ou ‘pós’, ou proto ? Foi isso q me incomodou. Pq essas verdades ou soluções apresentadas, pelo rock ou mpb tem q estar contextualizadas. Essa não é uma cartilha tão simples de cumprir. Tem q ter informação, cacife, disposição e tempo. Vamos concordar, nem tds tem. Portanto, acho q não deveríamos desmerecer certa parcela da produção cultural simplesmente por não ter como, ou não conseguir se manter nesse patamar de organização e articulação.

Luciano Matos - A “MPB”, que generaliza ainda mais que o rock, não necessariamente não queria ser independente, mas tinha mercado pra crescer com um passo maio rdentor do mercado, gravadoras se ineteressavam, lançavam e tal, nao necessariamente grandes gravadoras, mas selos mais abastados. Isso tb nao da culpa aos artistas desse nicho, nao sao piores por nao se integrarem num modelo que aqui julgamos o unico correto. O que acho é que os festivais tem um poder maior do que revelar apenas bandas de rock, alguns ja fazem isso muito bem, outros são assumidamente só rock Não é erro, mas seri alegal ter mais que isto gosto de ver quando um Goiania Noise aprsenta alguns nomes fora do circuito rock tipo ano passado com Curumin, que circulou tb por outros festivais

Luciano Matos – a princpal forma de diferencia um artista do outro é a qualidade acho que é oprimeiro criterio, pelo menos deveria ser pra mim deveria ser o criterio de qualquer curadoria depois ver se é viavel ou nao, se o artista topa ou nao o esquema oferecido e sei que isso nao tem nada a ver com rotulo ou estilo (..)

Felipe Gurgel -O que eu acho que Pablo quis dizer é que alguns artistas encaixados no “filão MPB” talvez não estejam muito preocupados em facilitar o acesso a seus shows, tendo pouca flexibilidade de negociação e fechando olhos para a realidade mercadológica. Vaidade ou falta de noção desses artistas? Talvez não. Uns não têm a mesma condição de investir na carreira como um jovem de classe média pode ter, por exemplo. Mas também não faz sentido cobrar que o mercado lhe absorva exatamente do jeito que idealiza.

Pablo Capilé - O primeiro criterio tem centenas e milhares, se começarmos a debater aqui o que é qualidade pra cada um de nós o debate vai MUITO LONGE. É obvio que o primeiro criterio é a qualidade, mas ja passamos ele, ja estamos falando do segundo momento(…)

Luciano Matos - Acho que os festivais tem que ter essa responsabilidade, como exigimos das radios, das tv e nao creio que seja só pelo genero, estilo, acredito que tenha tb mas ai nao é hora de ver que se um cara exige um pouco mais é pq ele conquistou mais e nao pq ele nao é parceiro ou nao entrou no “metodo indie” de agir? nao é o unico o principal pra mim é se disponibiliza ro que melhor é feito em termos musicais

Fabrício Nobre - Os artistas tem que tentar flexibilizar e investir em circulação para poder participar de mais eventos. E os produtores, sim, tem que abrir as curadorias pra um leque mais abrangente de possibilidades. Mas o lance é debater mais, e tentar participar mais, não só tocando, mas atuando e se atulizando, do que chorando, e dificultando. (…)Sobre rock e MPB. O que é rock e que é MPB é muito complicado discutir no Brasil.

Pablo Capilé – Tu fala que faria de tudo para que os melhores pudessem tocar e lva a crer que é facil assim, que é so ter força de vontade que consegue colocar todos os artistas que vc quer na programação, quem dera que fosse assim. Sempre levo o que acho melhor para meu festival, mas nao da ptra ficar investindo 5 mil reais, mais 8 aereas, mais hospedagem e alimentação para artistas que são pouco conhecidos na cidade só pq são bons, o custo total de um artista desse é de 10 mil reais quase, tem gente que faz festival com esse valor. Marcelo Camelo faz exigencias mas leva publico cara, não estamos falando destes, estes ai circulam muito e sempre, estamos falando dos que nao são conhecidos, nao tem publico local e fazem algumas exihgencias alem da capacidade do festival.

Luciano Matos -só to dizendo que nao é o genero que define isso, senao nao teria o monte de nome de mpb e nao rock que vc disse la no outro mail que circulou pelos festivais o ponto de dicussao é, nao é o estilo que define se e chorão ou nao, se aceita ou não

Pablo Capilé -Mas é esse o ponto quando debatemos estatistica. estamos falando de maioria da mpb e maioria no rock. A Maioria da galera da mpb faz ainda algumas exigencias fora da realidade, e isso nao é mais maioria no rock hj, a galera ta mais antenada. É so ver que esses caras que estamos citando como exemplo de música contemporanea, ja nascem conectados a esse modus operandi do circuito rock, de auto gestao, de rede, de parcerias e facilitações, de negociações mais flexiveis e etc….

Luciano Matos - Não sei se Escurinho paga, mas sei de bandas de rock, que circulam por festivais qu enao pagariam tem varias ocisas ai, o pessoal da dita “mpb” talvez nao conheçam os festivais tão bem, não saiba os ganhos por tras, nao conheça o discurso cabe a quem faz chama-los, mostrar como é, se é do interesse que eles partivcipem e pelo que estou vendo é as bandas de rock independente ja entendem mesmo , em boa parte do que temos acesos, pelo menos

Pablo Capilé – Me mostra então esse circuito ai que existe no “outro meio” que a gente não acessa. Posso falar do centro oeste e do norte, e tenho certeza que aqui essas bandas do “outro meio” não circulam como as bandas do “nosso meio”. Galera do Rock tambem conquista editais, viaja pra fora e etc, ninguem ta falando que isso não é merito, isso ta mais que cERTO. Mas a maioria desse “outro meio” fica pendurada na verba pública, e se acomoda. É fato. Acabei de sair de uma reuniao agora com representantes do forum da musica de recife e outras entidades e percebi que aqui a historia é exatamente a mesma, fora do “nosso meio” a grande maioria fica esperando um poder publico PAI, um sesc PAI, etc.

Pablo Capilé – Todos os que vc citou estao fazendo o circuito de festivais tambem meu caro, Eddie, Cordel, Chico Correa, wado, todos. Esses ai nao ficam esperando dinheiro publico, esses ai facilitam demais pra ir. Esses ai são exceção, nós estamos falando da regra, da maioria. Já no Rock posso citar 100 aqui que estao facilitando se vc quiser, ou seja, é muito discreprante. É aquilo. no rock os bons artistas que facilitam é regra, no outro meio é exceção.

Pablo Capilé -Não da pra estimular a diversidade sem pensar em custo beneficio. Não é simples montar uma curadoria de festival com artistas que absolutamenyte ninguem conhece e que cobram uma fortuna. O Rec beat por exemplo é integralmente financiado pela prefeitura de Recife, ai é outra historia, da pra experimentar mais, sem falar que é gratuito. É muito facil falar de um plano ideal e não pensar que tem uma realidade por tras desse plano ideal.

Pablo Capilé – com a grana que gastaria trazendo a ceu ou a orquestra imperial, da pra trazer 10 artistas independentes tão bons quantos e que estão facilitando a circulação e retroalimentando a cadeia. Mas acho bacana que eles circulem, mas tambem nao estou falando desses que ja tem certa exposição de midia, to falando dos artistaas pequenos desse outro meio, que nao facilitam MESMO.

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* A segunda parte do debate publico no próximo post.*

Escrito por marielleramires

Abril 19, 2009 em 7:38 am

Em Jampa: cof cof cof

com um comentário

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A espera do ônibus para Jampa na Rod de Fortaleza: o volume da bagagem só que aumenta..

* Alô Alô saudoso leitor. Mais um dia de andança e dessa vez escrevo de João Pessoa, em nosso último dia de estada em terras paraibanas, sob um teto molhado de tempetura amena, porém, com um cachecol enrolado em meu pescoço em virtude de uma gripe alérgica que me acometeu e quase, repito, quase, derrubou-se em nossa quarta semana de pé-na-estrada. Com ânimo recobrado e com o pulmão bem protegido, cá estou reportando mais momentos importantes desse intercâmbio. Atchim (!) e vamos lá:

* Chegamos em Jampa – como carinhosamente é chamada a capital de PB há dois dias, conforme descreveu a Cubbana, em seu último post, e fomos recebidos pela dupla Mundo Carol Morena e Rayan Lins – produtores do Festival Mundo e que agora estão no comando dos trabalhos do Coletivo de mesmo nome por aqui. Vale a leitura:

1) O Mundo colocou PB definitivamente no mapa da circulação nacional, com a realização de ações como o festival já citado (esse ano chega a sua quinta edição), com Grito Rock Jampa, Festival Nordeste Independente, e shows periódicos promovidos pelo grupo produtor. Além disso, a cidade conta ainda com o Aumenta que é Rock, outra ação de repercussão nacional, que compõe o calendário indie da cidade, e que em breve solicitará filiação à Abrafin, o que (caso aconteça) aumentará para dois a representatividade de PB na teia de produções independente Abrafinicas;

2) Com a abertura da casa de show (que provavelmente levará a marca do coletivo) somada a instituição do ponto fora do eixo na cidade, a rota Recife, Jampa e Natal – cidade distantes a cerca de duas horas uma da outra- promote ficar ainda mais movimentada. Neste domingo rolou uma reunião com a participação dos três coletivos, a citar, Lumo (PE), Mundo (PB) e Noise (RN), a proposta é estreitar a relação entre o trio e desenvolver ações conjuntas de circulação, fomento e difusão da movimentação independente por aqui;

3) Assim como nas demais cidades nordestinas, por onde passamos, o diagnósticos em relação ao trabalho das bandas locais foram parecidos: investimentos parcos em circulação, pouca pró-atividade no que se refere a ações de difusão da própria marca, falta de organização para a produção de acões complementares que visem a sustentabilidade dos trabalhos (a exemplo do Movéis Coloniais de Acajú), etc. Só aqui há pelo menos duas bandas com visibilidade expressiva em nível nacional… quem nunca ouviu falar da Zefirina Bomba ou Burro Morto? A primeira já esteve em Cuiabá no mínino em duas ocasiões; a segunda provavelmente fará seu debute no Calango deste ano, ao lado de outros nomes bacaníssimos da nova música brasileira…

Ouça: www.myspace.com/burromorto

* Uma das discussões de destaque neste sábado, durante a oficina ministrada pelo Capilé foi sobre o conceito ‘independente’ capitaneado pela Abrafin. Vale lembrar que o conceito tem descricão estatutária, e que os festivais considerados como tal são aqueles que tem (1) no mínimo 75% das atrações, a cada edição, formado por artistas e bandas não ligados a grandesconglomerados, gravadoras multinacionais, selos “majors” e/ou ligadas a grandes grupos econômicos de entretenimento; (2) no mínimo 75% das atrações, a cada edição, formado por artistas e bandas brasileiros;  (3) no mínimo 25% das atrações, a cada edição, formado por artistas e bandas do estado onde o mesmo é realizado; (4) não pode ser gerido e/ou produzido por entes governamentais de quaisquer níveis (federais, estaduais ou municipais) ou ainda por quaisquer de suas secretarias; (5) não pode ter sua produção realizada, ou ser
mantido exclusivamente por grande emissora de telecomunicações; (6) não pode ser gerido e/ou produzido por grande emissora
(ver estatuto completo aqui);

* Uma das interpelações realizadas na palestra do sábado foi a do Escurinho, músico notório da Paraíba que acompanhou um bocadinho das exposições feitas pelo cubista durante a tarde. Ao tomar a palavra, o músico criticou a postura dos festivais em investir apenas no circuito rock e também os produtores jovens, que deveriam, segundo ele, ter o ouvido musical mais aberto a um universo mais ampliado da música brasilera. Citou como exemplo positivo o Abril Pro Rock, onde já havia tocado uma vez…

* No contraponto, Capilé argumentou que não há só festivais de rock na associação (há o MIMO, o Festival Consciência Hip Hop, Festival Cururu Siriri) e que a tendência é que esse universo ritmico se amplie mais… defendeu também que há muitos festivais se abrindo a diversidade de sons, a exemplo do Se Rasgun, Calango, entre outros, e que os produtores (que são os donos das produções e têm total autonomia na curadoria) veiculavam nos set lists o som que curtiam, e que a maioria, vinha do segmento do rock duro. O debate foi quente, e antes mesmo de acabar, o músico teve que se ausentar… o que particulamente, pra mim, soou inoportuno. Daí, traçoas seguintes reflexões:

1) Será culpa dos festivais a pouca inserção dos músicos da chamada MPB em seu set list?

2) Alguém sabe me dizer quais iniciativas esses tais músicas desenvolvem para a articulação do segmento? Não estariam ainda muito ligados à lógica do mercado da era áurea das grandes gravadoras, mesmo os independentes?

3) Qual a ocupação de espaço dos mesmos no que diz respeito ao debate sobre políticas públicas para a música no Brasil? A política da reclamação não seria mais cômoda?

4) Não seria mais adequado estrategicamente a presença desses músicos e produtores nos festivais mesmo que para pesquisar as produções, ou participar das rodadas de negócios, palestras e debates que vem sendo travados sobre as novas tendências do setor?

* Enfim, deixo as perguntas, e agradeço aos que quiserem contribui com o debate…

* Perdi hoje a reunião dos pontos Fora do Eixo da trinca local, 0 corpo realmente exigiu descanso (cof cof cof); Grande pesar da minha parte…

* Hoje é aniversário da minha mui amada irmã Michelle, que completa seus vinte e sete aninhos. Beijocas de parabéns micha.

* Logo seguimos para Recife, e de lá, com mais ânimos nos pulmões, conto mais novidades.*

Escrito por marielleramires

Abril 12, 2009 em 7:20 pm