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Boa Vista em Roraima

Boa (Bela) Vista. Visão panorâmica
* O Brasil é um país de proporções continentais! Claro que afirmar isso é como “chover no molhado”, mas quando se está aqui na ponta do Caburaí (nunca mais falo Oiapoque!), é difícil não refletir a questão…
** Boa Vista é uma cidade agradabílissima, horizontal (vi só uns três prédios altos na cidade), jovem (a cidade não tem nem dois séculos de história urbana), de pouco mais de 250 mil habitantes e com um orla capitaneada pelo Rio Branco que dá gosto de ver. A cidade faz fronteira com países da América do Sul como Venezuela e Guiana, além dos estados brasileiros Amazonas e Pará (desconsiderem a Colômbia, minha gente. ver mapa). Dizem por aqui que é mais fácil passar férias no Caribe, que encarar uma viagem pro sul do país. Eu acredito fácil nisso!
*** Quanto ao mercado da música independente, os trabalhos por aqui estão apenas começando, no entanto o solo é fértil e o trabalho está em franco desenvolvimento. Sobre a questão, a mais que se dizer:
1) A banda Mr Jungle foi o dispositivo que deu o pontapé na história da recente movimentação que vem se engendrando por essas terras. O líder da banda, Manoel VilasBoas (foto abaixo) depois de circular por festivais como Beradeiros, Grito Rock Cuiabá e Calango, Varadouro, entre outros, viu que por aqui dava pra “fazer a coisa acontecer”.
Arregaçou as mangas, mobilizou pessoas e criou o Coletivo TomaRRock, responsável pela realização do GR Boa Vista, do Festival Tomarrock, e de outra pá de projetos e eventos que realizam mensalmente. Hoje o Tomarrock vive nova fase de estruturação já que vem refletindo sobre os próprios métodos e primando pela profissionalização cada vez maior de suas ações. Sem dúvida, muitíssimo em breve, todo o Brasil ouvirá mais a respeito do coletivo romairense;
2) Outra provocação que temos feito é quando a dedicação exclusiva ao Tomarrock. Hoje praticamente nenhum dos membros se dedicam exclusivamente a movimentação Tomarrockiana, o que dificulda o desenvolvimento de tecnologia própria, avanço dos projetos em rítmo mais célere e contato mais dinâmico com a rede do Fora do Eixo. Esperamos que muitíssimo em breve eles possam desenrolar esse lado por aqui;
3) Apesar da falta de exclusividade, nesse um ano e meio de ações o TomaRRock começa a colher bons frutos. O Sesc, o Sebrae, entre outros órgãos públicos de RR começaram a se aproximar, e sem dúvida, em muitíssimo pouco tempo começarão a investir nas ações do mesmo por aqui. O Sesc, aliás (corrijam-me roraimenses, caso esteja errada), já os convidou para capitanear a produção do próximo festival que realizam todo o ano, um dos principais na agenda do independente de RR. Na próxima edição do Festival do Sesc, planejam trazer bandas como Macaco ou Móveis Coloniais de Acajú. Um luxo!.
4) Circuito próximo por aqui é o de Manaus - rota para bandas interessadas em todas por esses lados de cá. A capital de AM tem um aporte populacional que ultrapassa os dois milhões de habitantes e apesar do gingantismo, e do PIB (segundo consta o quinto maior do país), Roraima não perde muito para a movimentação amazonense, que até pouco tempo via na Tum Tum uma das principais responsáveis pela movimentação da cena de lá. Com a ausência do Paulo Lins do front (hoje ele é executivo da LG), agora as expectativas estão todas lançadas para o Coletivo Cuia Rasa, que contará demais (podem apostar) com a força dos tomarrocks para o estímulo das ações por lá. Eu aposto minhas fichas nisso.
5) Outra ação que os tomarrockianos comentaram que planejam capitanear no ano que vem é uma edição do Grito Rock Venezuela… um aperitivo para as futuras conexões que o roraimenses poderão estabelecer com o circuito hermano, o que (creio eu) para as demais regiões do país servirá como puta estímulo de circulação pros lados de cá;
**** Além da semana em Roraima, as atividades na net (única coisa a desejar na cidade pela velocidade a manivela) continuam intensas como sempre. Essa semana lançamos o debate junto a algumas mulheres fora do eixo sobre a organização de uma rede feminina que atue de maneira sistêmica na rede. Na conta, há protagonistas dos mais diversos estados: Eu, Lenza, Alfa e Dríade (Cubo); Karla e Kaline (Catraia); Sarah, Carol e Maithe (Massa); Laura e Mayara (Lumo); Biba (Goma); Bruna (Raio q U Parta); entre muitas outras.
****** A proposta é – a priori – é reunir todas num fórum de debate com vistas a debater ações de sistematização da rede, planejamento de parcerias e ações com vistas a estabelecimento de políticas de gênero, e também o fortalecimento político dessas que são as principais (e digo sem medo de errar) responsáveis pela sistematização das ações dos coletivos e da rede como um todo. Capiche?
****** Outra novidade é que essa semana fechei com o Bananada a realização da oficna de Mídias Independentes lá em Goiânia. Essa será uma oportunidade bacana de estabelecer o debate com os fazedores de mídia independente daquela cidade, e também estimular os agentes já inseridos no Circuito Fora do Eixo que atuam por lá… Trago mais informações a respeito em breve.

******** Neste domingo volto finalmente a Cuiabá para passar uns quinze dias por lá. O período será valioso para colocar em dia as atividades do Negócios ao Cubo em dia, além claro, de outros projetos do Fora do Eixo, Abrafin, entre outros. Imersão total nos recôndidos cubistas à vista!
********** Hoje vai rolar a tarde uma reunião para a articulação do Fórum Permanente de Cultura de Roraima. O Estado não possui ainda um fórum do setor organizado, tampouco uma secretaria de cultura de Estado ou do Município… ou seja, este será um passo importante para eles e o bacana é que estamos aqui para presenciar isso!
** Vou começar a me arrumar para não me atrasar ao encontro… Nos vemos mais tarde por aqui!
Cuiabá, aqui vamos nós!
* Bom dia! São quase seis da manhã. Depois de dezenas de dias de distância da sede, eis que em algumas horas estaremos pisando no saudoso solo hell cityano de novo.Nosso vôo de Recife sai ao meio dia, mas às dez estaremos deixando o hotel.
* Aqui terminamos a segunda etapa do projeto de circulação 2009. Daqui o avião faz conexão em Brasília, onde desembarca a Lê (ver em cubanna.wordpress.com). Na capital chegaremos às15h, e na sequencia rumaremos eu e Pablo à Cuiabá,onde permaneceremos por cinco dias. No dia 06, de bagagens prontas de novo, o destino será Roraima.
* No fim da segunda etapa os balanços são hiper positivos. Deixamos bem encaminhado o PIMB junto as comunidades de Santo Amaro e Alto Zé do Pinho; levantamos prognósticos animadores à respeito da atuaçao do Lumo (PE) como coletivo; ainda levantamos dados; aprimoramos novos projetos; fora as conversas, papos, informações que trocamos pelo longo do caminho de tanto estados que percorremos.
Saldo Etapa 02 / Preliminar 01:
* Estímulo a formação da Rede Ceará da Música;
* Investimento na formação do Lumoeda;
* Início ao projeto de constituição de dois novos bancos populares e/ou moedas complementares na cidade de Recife;
* Estímulo ao estreitamento das relações do Fora do Eixo Nordeste;
* Fortalecimento da relação institucional da rede Fora do Eixo com o poder público em instância federal, e no estado de Pernambuco;
* Estreitamento das relações entre o Fora do Eixo e a Abrafin;
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* Tô com uma fome danada, por isso não me prolongarei mais.
** Amanhã conto mais coisas, desta vez direto de Cuiabá.
Quando os prós se agigantam

Saudosa
* Pois bem, faltando cinco dias apenas para o retorno à sede cubista, eis me aqui mais uma vez uma vez escrevendo de terras recifenses, acomodada no mesmo Hotel Cult de outrora, apto 225, contando novidades de aqui e de acolá. Simbora aos fatos:
1- Hoje encerramos (praticamente) a primeira etapa do projeto de Implementação de Moedas Complementares e bancos populares tão comentado nos últimos dias. Reuniãos atrás de reuniãos com as lideranças das comunidades de São Amaro, Alto Zé do Pinho, representantes da Fundarpe e agitadores culturais do Coletivo Lumo, e eis aqui alguns dos encaminhamentos: a) será iniciado já em breve o mapeamento da malha comercial de Santo Amaro; 2) corrida em prol da abertura da sede da ong AltoFalante em Alto Zé do Pinho como primeiro passo para a constituição do lastro da moeda deles. Mais informações no www.cubanna.wordpress.com.
2- Na próxima segunda teremos uma reunião com a presidente Luciana Azevedo e após isso trazemos mais novidades a todos.
3- Além das atividades já citadas, o momento está propício para a revisão de alguns projetos que ficaram temporariamente engavetados. Na volta à Cuiabá teremos muito a fazer, e melhor, com ânimos absolutamente renovados.
4- Chegamos em Cuiabá na próxima quarta, dia 29. Já contando os minutos…
Além dos tópicos comentados, breve comentário sobre as atividades em andamento:
* Tá rolando neste fim-de-semana Tendencies Rock Festival e junto dele a transmissão do festival via rádio Abrafin. Desta vez, contatamos um grupo de comunicadores independentes que atuam na cidade – a galera do Nausearréia. Confira o resultado da parceria no www.abrafin.org.
* Sobre as parceria há que se dizer que trabalhar com uma equipe a distância é sempre um desafio, apesar da tarefa ser sempre deleitosa em virtude da troca que se estabelece entre as pontas. Aos interessados, o esquema de produção geralmente se dá assim: acionamos alguma banda ou produtor parceiro para convidá-lo a compor o projeto, e caso não tenha interesse, pedimos que nos indique algum possível parceiro… daí vamos acionando e mostrando a potencialidade do projeto, e depois disso, pronto, fechamos o contato e trabalhamos a qualificação do ponto.
Possíveis problemas do método:
1- Falta de qualificação técnica para gestão do equipamento de transmissão – que procuramos remediar com a parceria com o técnico do PA ou algum técnico de sonorização que faça parte da equipe do festival;
2- Falta de comprometimento com a transmissão durante sua execução, já que tem shows que é foda não assistir de perto;
3- Falta de experiência de locução – problema que dificilmente pega, mas que procuramos remediar com um conselho gestor que acompanha as transmissões via Messenger (santos Ney Hugo e Felipe).
* Na soma final, os aspectos positivos são sempre sobressalentes, tendo em vista que as transmissões:
1- Possibilitam acesso aos shows até mesmo de cidades mais longínquas;
2- Potencializa a formação de platéia para o mercado da música independente;
3-Promove a difusão desta que é uma das (senão a mais) plataformas mais importantes de difusão da nova música brasileira;
4- Estabelece novas parcerias e reforça as já antigas nos circuitos locais, potencializando as relações entre os comunicadores independentes e os produtores de festivais;
5- Promove uma mostra da diversidade sonora que vem sendo engendrada no setor da música independente;
6- Entre muitos outros fatores.
Resultado: Os prós se agigantam perto dos contras.
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* Hoje bateu saudade de casa. De mãe, pai e irmãs. A vida corre tanto às vezes.
* Alguém aí tem um bom programa para passar esse fim-de-semana? Lembrei-me do Wander Wildner…
* Fui!
De volta para Recife
Cá estou eu novamente, teclando desta vez de Recife, depois de dias de enfermidade e pulmões mergulhados sob a gosma chapante da gripe que se ensarnou em mim desde domingo, em nosso último dia de Jampalândia, e acomodou-me por pelo menos dois dias sob a cama amistosa, porém pouco familiar, do hotel Cult, para onde retornamos na nossa última – creio eu e por hora – semana de passagem por terras pernambucas.
Falando em Jampa, o último post levantou um incêndio na cidade do Mundo. A tal história da MPB deu o que falar nas listas de discussões virtuais dos músicos paraíbanos, e também na movimentada Nordeste Independente, de onde sim, minha gente, sou membro há algum tempo. Lá inclusive é uma das fontes de pesquisas mais ricas e de onde viemos coletando e estudando, ao longo dos últimos dois anos, informações em geral que contribuam com as estratégias de ações em rede adotadas por nós cubistas…
Porém, não será ainda hoje que comentarei o assunto. Estou preparando um compilação de todos os argumentos apresentados durante a discussão de mais de cem post na lista no NE Indie e destacarei os pontos que considerei relevantes no embate que durou pelo menos três dias, e contou com uma pá de agentes produtivos bacanas opinando sobre o tema. Muitas leituras importantes foram publicadas ali…
Por hora passei pra dizer OI mesmo pra geral, e deixar na agenda que amanhã volto com mais post. Fui.
Em Jampa: cof cof cof

A espera do ônibus para Jampa na Rod de Fortaleza: o volume da bagagem só que aumenta..
* Alô Alô saudoso leitor. Mais um dia de andança e dessa vez escrevo de João Pessoa, em nosso último dia de estada em terras paraibanas, sob um teto molhado de tempetura amena, porém, com um cachecol enrolado em meu pescoço em virtude de uma gripe alérgica que me acometeu e quase, repito, quase, derrubou-se em nossa quarta semana de pé-na-estrada. Com ânimo recobrado e com o pulmão bem protegido, cá estou reportando mais momentos importantes desse intercâmbio. Atchim (!) e vamos lá:
* Chegamos em Jampa – como carinhosamente é chamada a capital de PB há dois dias, conforme descreveu a Cubbana, em seu último post, e fomos recebidos pela dupla Mundo Carol Morena e Rayan Lins – produtores do Festival Mundo e que agora estão no comando dos trabalhos do Coletivo de mesmo nome por aqui. Vale a leitura:
1) O Mundo colocou PB definitivamente no mapa da circulação nacional, com a realização de ações como o festival já citado (esse ano chega a sua quinta edição), com Grito Rock Jampa, Festival Nordeste Independente, e shows periódicos promovidos pelo grupo produtor. Além disso, a cidade conta ainda com o Aumenta que é Rock, outra ação de repercussão nacional, que compõe o calendário indie da cidade, e que em breve solicitará filiação à Abrafin, o que (caso aconteça) aumentará para dois a representatividade de PB na teia de produções independente Abrafinicas;
2) Com a abertura da casa de show (que provavelmente levará a marca do coletivo) somada a instituição do ponto fora do eixo na cidade, a rota Recife, Jampa e Natal – cidade distantes a cerca de duas horas uma da outra- promote ficar ainda mais movimentada. Neste domingo rolou uma reunião com a participação dos três coletivos, a citar, Lumo (PE), Mundo (PB) e Noise (RN), a proposta é estreitar a relação entre o trio e desenvolver ações conjuntas de circulação, fomento e difusão da movimentação independente por aqui;
3) Assim como nas demais cidades nordestinas, por onde passamos, o diagnósticos em relação ao trabalho das bandas locais foram parecidos: investimentos parcos em circulação, pouca pró-atividade no que se refere a ações de difusão da própria marca, falta de organização para a produção de acões complementares que visem a sustentabilidade dos trabalhos (a exemplo do Movéis Coloniais de Acajú), etc. Só aqui há pelo menos duas bandas com visibilidade expressiva em nível nacional… quem nunca ouviu falar da Zefirina Bomba ou Burro Morto? A primeira já esteve em Cuiabá no mínino em duas ocasiões; a segunda provavelmente fará seu debute no Calango deste ano, ao lado de outros nomes bacaníssimos da nova música brasileira…

Ouça: www.myspace.com/burromorto
* Uma das discussões de destaque neste sábado, durante a oficina ministrada pelo Capilé foi sobre o conceito ‘independente’ capitaneado pela Abrafin. Vale lembrar que o conceito tem descricão estatutária, e que os festivais considerados como tal são aqueles que tem (1) no mínimo 75% das atrações, a cada edição, formado por artistas e bandas não ligados a grandesconglomerados, gravadoras multinacionais, selos “majors” e/ou ligadas a grandes grupos econômicos de entretenimento; (2) no mínimo 75% das atrações, a cada edição, formado por artistas e bandas brasileiros; (3) no mínimo 25% das atrações, a cada edição, formado por artistas e bandas do estado onde o mesmo é realizado; (4) não pode ser gerido e/ou produzido por entes governamentais de quaisquer níveis (federais, estaduais ou municipais) ou ainda por quaisquer de suas secretarias; (5) não pode ter sua produção realizada, ou ser
mantido exclusivamente por grande emissora de telecomunicações; (6) não pode ser gerido e/ou produzido por grande emissora (ver estatuto completo aqui);
* Uma das interpelações realizadas na palestra do sábado foi a do Escurinho, músico notório da Paraíba que acompanhou um bocadinho das exposições feitas pelo cubista durante a tarde. Ao tomar a palavra, o músico criticou a postura dos festivais em investir apenas no circuito rock e também os produtores jovens, que deveriam, segundo ele, ter o ouvido musical mais aberto a um universo mais ampliado da música brasilera. Citou como exemplo positivo o Abril Pro Rock, onde já havia tocado uma vez…
* No contraponto, Capilé argumentou que não há só festivais de rock na associação (há o MIMO, o Festival Consciência Hip Hop, Festival Cururu Siriri) e que a tendência é que esse universo ritmico se amplie mais… defendeu também que há muitos festivais se abrindo a diversidade de sons, a exemplo do Se Rasgun, Calango, entre outros, e que os produtores (que são os donos das produções e têm total autonomia na curadoria) veiculavam nos set lists o som que curtiam, e que a maioria, vinha do segmento do rock duro. O debate foi quente, e antes mesmo de acabar, o músico teve que se ausentar… o que particulamente, pra mim, soou inoportuno. Daí, traçoas seguintes reflexões:
1) Será culpa dos festivais a pouca inserção dos músicos da chamada MPB em seu set list?
2) Alguém sabe me dizer quais iniciativas esses tais músicas desenvolvem para a articulação do segmento? Não estariam ainda muito ligados à lógica do mercado da era áurea das grandes gravadoras, mesmo os independentes?
3) Qual a ocupação de espaço dos mesmos no que diz respeito ao debate sobre políticas públicas para a música no Brasil? A política da reclamação não seria mais cômoda?
4) Não seria mais adequado estrategicamente a presença desses músicos e produtores nos festivais mesmo que para pesquisar as produções, ou participar das rodadas de negócios, palestras e debates que vem sendo travados sobre as novas tendências do setor?
* Enfim, deixo as perguntas, e agradeço aos que quiserem contribui com o debate…
* Perdi hoje a reunião dos pontos Fora do Eixo da trinca local, 0 corpo realmente exigiu descanso (cof cof cof); Grande pesar da minha parte…
* Hoje é aniversário da minha mui amada irmã Michelle, que completa seus vinte e sete aninhos. Beijocas de parabéns micha.
* Logo seguimos para Recife, e de lá, com mais ânimos nos pulmões, conto mais novidades.*
De Recife para Fortaleza

Momento Oficina Cubo Tec: Capilé abrindo as atividades
*Oi novamente, e cá estamos nós agora em Fortaleza, depois vários dias de atividades em Recife – terrinha boa – que nos recebeu carinhosamente e, como já disse antes, nos proporcionou uma série de novidades.. tantas que já estamos estudando inclusive mudanças de datas em nosso planejamento… como nas datas do Calango, por exemplo. Nada oficial, questão em estudo, vale citar.
* Pra começar, os dias no Ceará andam bem movimentados. Sem praia (pasmem conterrâneos que faltam nos matar por isso), mas com muito debate, começamos a semana em ritmo frenético, encaminhando os trabalhos internos no período da manhã, ministrando as oficinas do “Programa Cubo Tec de Qualificação” durante toda a tarde e um pouco da noite, e tornando a encaminhar atividades do Circuito e Abrafin no período da noite. Isso todos os dias… Com esse ritmo, tenho evitado os trabalhos da madrugada, e tentando antecipar as atividades da manhã para no mínimo, às nove. Sacrifício grande para uma notívaga inveterada desde criancinha, sorte que o café da manhã do hotel estimula…
* As oficinas aqui em Fortaleza foram jóias. Hoje aconteceu seu último dia, e uma com os debates pudemos traçar uma série de diagnósticos, entre eles:
1) A cidade possui um série de agentes multiplicadores no campo da música independente: há três festivais associados à Abrafin – Feira da Música de Fortaleza, Ponto CE e Forcaos, além do Grito Rock e outros festivais de música e eventos que acontecem periodicamente por aqui; há uma casa de show – a conhecida Hey Ho Rock Bar (associadas à Casas) e outros vários espaços culturais solícitos a realização de eventos da cena; há ainda um punhado de associações, produtoras, produtores e bandas atuantes no setor como o Garfo, Montage, Jardim das Horas – antigo quarto das Cinzas – etc, que se dedicam a atividade no Ceará;
2) Apesar da abundância de agentes produtivos nos campos citados, falta uma maior articulação e debate entre eles, o que resulta numa desconexão e enfraquecimento do diálogo de todos enquanto classe, junto as outras esperas sociais (setor público, privado, terceiro setor);
3) Faltam veículos de comunicação dedicados ao setor, e também jornalistas e produtores de conteúdo que atuem com firmeza no desenvolvimento de suportes de mídias independentes focados na divulgação da música independente. Quem aqui já acessou algum veículo de Fortaleza que trate de música independente?
4) Falta uma maior conexão do setor em Fortaleza com outros estados nordestinos, estimulando de forma protagonista a troca de tecnologia, circulação e produção de conteúdo na rede do Nordeste Independente;
* Resultado: com os debates na área de planejamento (não participei dessa mesa), o encaminhamento dado pelos produtores presentes – Pablo Capilé (Espaço Cubo), Ivan Ferraro (Pró Disc), Amaudson (Forcaos), Dado (Noise 3D), Felipe Gurgel (Garfo), Frizzo (Agente Cultural), entre outros – foi a fundação da Rede Ceará da Música, que focará ações estratégicas de fomento, difusão e desenvolvimento dos trabalhos do setor no estado… Se cada um desses agentes produtivos sozinhos “fazem estrago”, imaginem agora juntos… A lógica da colaboração, sem dúvida, é saída inteligente até mesmo a quem pensa meramente em interesses. De fato, estamos sob novo teto de uma nova era.
* Enquanto esse debate corria, estive desenvolvendo oficinas para um grupo de jovens agentes culturais interessados no campo da comunicação indie. Dissertei bastante sobre a lógica da cooperação, qual o papel da comunicação quanto o tema é movimentação independente, e também dos desafios e estratégias possíveis… Creio, e sigo esse raciocínio ao aplicar oficinas como essa, que a técnica é sempre de menos quanto o tema é atuar nessa movimentação. Com o pouco tempo de oficinas, aposto sempre no método de falar sobre os desafiso de gerir e a importância de ser GESTOR ao invés de EXECUTOR, e também como o estimulo e criatividade para driblar as dificuldades são instrumentos pra quem quer se empreender. De qquer forma rolou uns videozinhos pra deixar a galera animada, afinal, quando se é adolescente, teoria demais, cansa.
GESTOR x EXECUTOR
*Acho que optar por um ou outro é escolher uma postura para a vida. Esperar as coisas acontecer e se comiserar com os insucessos são coisas de quem não sabe gerir, diferente do gestor, que faz acontecer faça chuva ou sol.
* Como o horário ta adiantado, vou ter que parar por aqui… Amanhã é dia de sol e último dia de Ceará, e como as oficinas acabaram vamos dar um alô (finalmente) para Yemanjá. Antes disso, claro, café-da-manhã, arrumação de malas, check out do hotel, etc etc etc. Amanhã a noite pegaremos mais dez horas de viagem, em direção a nossa próxima parada.. João Pessoa, aí vamos nós!
* Beijocas para todos. E logo logo trago mais notícias! Fui!
ps. corrido… incremento com mais fotos e vídeos depois.*
Novidades cubistas – parte 01
* Tic tac tic tac. A semana cubista começou ontem e já passou num piscar de olhos.
* Nesta semana eu e a Alfa fizemos uma série de visitas comerciais para acertarmos os termos das parcerias com empresas integradas ao Cubo Card para este ano de 2009. Visitamos a CVC Vídeo – que renovou o contrato com baita entusiasmo – fomos ao KG, a Megasom, e outras empresas mais que se deliciaram em conhecer as potencialidades do Cc$. Em duas semanas estaremos lançando um catálogo com informações completas sobre os agentes integrados. Muitas novidades deliciosas atiçarão todos a quererem trabalhar mais em busca de cards. Esperem e verão.
* Além das visitas, nos reunirmos esta semana com uma pá de bandas cuiabanas para comunica-las oficialmente sobre a abertura do Negsócios ao Cubo, as novidades que o novo setor ofertará see também para acertarmos os pagamentos de cards de direito de imagens, e atualizar os extratos de cada uma delas. Postaremos hoje ainda fotos destes encontros, e também mais informações em relação a parcerias.
* Outro ponto importante na agenda de produção desta semana é que estamos correndo para elaborar projetos para inscrever no Proac MT 2009 e nos editais federais. O projeto do Festival Calango está quase pronto, e ainda inscreveremos outros três de circulação e oficinas, visando a captação de recursos para pelo menos uma parte pequena de nossas ações anuais, que incluem – como é notório – uma pá de eventos de pequeno, médio e grande porte. Só pra ter uma idéia ano passado fizemos circular quase R$ 700 mil em cards e real (haja fôlego). E nem 10% desse montante foi originado dos fundos de cultura de MT. Pra ser ver…
* Além dos projetos, estamos também levantando junto aos coletivos relatórios de pós produção com informações completas sobre como foi o Grito Rock em cada cidade. A idéia é compilarmos esses dados em um relatório que traga um mapa da produção em cada localidade, para que – entre as metas- possamos elaborar estratégias mais eficientes de captação de recursos para o projeto. Aguardem que vamos municiando todos de mais informações sobre isso.
* Neste fim de semana acompanharei o desenvolvimento de alguns projetos parceiros; fecharei com a Alfa a agenda de atividades do Negócios para as próximas duas semanas, e também concluirei alguns relatórios e balanços para deixar em ponto de bala para minha volta…
* Volta que acontecerá em quinze dias, depois que eu, Pablo e Lenissa viajarmos na terça próxima para Buenos Aires para participar do Encontro de Cooperação Cultural Euroamericana que vai contar com gente do mundo todo. Expectativas excelentes para esse encontro, já que é uma oportunidade imperdível de troca de knowhow e estabelecimento de conexões extra-Brasil… hora de tirar o portunhol da gaveta;
* Depois de Buenos Aires rumaremos direto para Recife, onde faremos uma semana de oficinas para os agentes culturais de lá, ou seja, são duas semanas fora da sede, o que para um cubista representa praticamente um mês… isso se não aparecer mais uma parada em alguma cidade no meio da estrada como de praxe…
* Ontem foi aniversário da Alfa e comemoramos com pizza, sushi e coca-cola levados pela mãe dela… que pela primeira vez teve a oportunidade de debater conosco as ansiedades e inquietudes que tinha em relação a participação intensa da filha no coletivo cubista. Bacana quando oportunidade como essas acontecem, quando conseguimos integrar os pais da rapaziada e sensibiliza-los quanto a importância da conscientização deles no que se refere ao somar com os nossos passos… Traze-los pra perto é uma forma também de aliviar a pressão social, que não é pequena quando o tema é construção de um novo conceito de vida…
* Sono, cansaço e esgotamento de palavras. Senti saudades de minha mãe…
* Amanhã conto mais novidades. Fui.
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